Momento de Paz

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Acordo do governo com o Vaticano

Fala-se muito acerca de um suposto acordo que o governo brasileiro teria feito com o Vaticano, comprometendo-se a impor, novamente, o ensino da “religião” no currículo escolar, em nosso País.

Afinal de contas, o Vaticano está querendo o quê, mesmo? Ensino religioso?

Não, o que ele está querendo é o ensino do Catolicismo, que muitos ainda insistem em querer fazer voltar, sob aquela argumentação insensata de que o Catolicismo é a religião “oficial” do País.

Religião oficial? Quem é que vai aceitar, nos dias atuais, uma coisa desta?

Eu, por exemplo, por não abrir mão da minha independência e exigindo respeito para com a minha inteligência, jamais vou admitir essa conversa fiada de religião “oficial”, nem se fosse o Espiritismo, que professo, declarado com tal qualificação.

Ensino religioso nas escolas, naquele velho modelo que a igreja católica impunha aos governos mais antigos, representa um retrocesso sem tamanho, haja vista o nível de ridículo que certos conceitos se expõem.

Imaginem eu ser obrigado a ver o meu filho, num colégio, tendo que estudar, como matéria, bobagens tipo a estória de Adão, Eva e a cobra; Caim matou Abel e se mudou para a terra de Node, onde constituiu família e tanta idiotice desse nível.

Nós, espíritas, temos que nos manifestar contra isto, como os protestantes estão se manifestando, embora as manifestações deles tenham também interesses políticos partidários, posto que estão a cada dia se organizando em partidos, com muito sucesso, conforme as suas pretensões, já que as suas bancadas, chamadas evangélicas, nas câmaras municipais, nas assembléias legislativas e no congresso, em todo o Brasil, tem aumentado cada vez mais.

Quando o papa Bento 16 esteve no Brasil, o assunto mais importante da sua agenda foi aquele momento em que ele, juntamente com vários cardeais, teve uma reunião com o Presidente Lula, reivindicando poderes para a Igreja Católica. Já colocaram vários cardeais, naquele momento, estrategicamente, para exercerem uma certa influência psicológica em cima do presidente, sabendo da fragilidade que ele certamente tem, dentro daquela conceituação de que o “politicamente correto” sempre é certo, em todas as situações, e não teriam dúvidas de que, diante daquela pressão, a resposta seria sim. Acreditavam que o presidente responderia para agradar, politicamente, a maioria, como sempre acontece.

Felizmente o Lula foi lúcido e nem pediu tempo para pensar, respondendo logo que não, que os dias atuais não admitem mais vinculação de governo com religião e foi muito feliz na sua decisão, o que não agradou ao clero. Naquele momento eu vi um bispo, entrevistado num dos jornalísticos da Globo, muito contrariado, afirmando que com aquela negativa o Lula estaria iniciando o processo de decadência do governo brasileiro.

A decadência do governo e de toda política no Brasil já existe, creio eu, mas não por causa desta recusa e sim pela pouca vergonha mostrada diariamente pela imprensa, com essa corrupção desenfreada, essa impunidade dos políticos ladrões, esses escândalos no senado, esses mensalões e toda essa cachorrada que a gente vê, a todo momento.

Que o Brasil precisa de uma matéria sobre MORALIDADE nas escolas, isto sim, não restam dúvidas; mas que seja um currículo pautado numa moralidade autêntica e não nessa moralidade formal e de conveniência, que chega a ser ridícula, imposta pela religião, inclusive por vários segmentos espíritas e não somente pela igreja católica.

Ensinar a proposta Jesus, sim, mas a essência do seu ensinamento moral, conforme souberam dividir, muito bem, Allan Kardec e os Espíritos da codificação, quando elaboraram o Evangelho, segundo o Espiritismo. Mas não adotando, obviamente, a nossa obra como o modelo, exatamente para não haver protesto religioso por parte dos contrários à nossa doutrina.

Jesus é, sim, o Maior modelo e guia que o homem tem para seguir, mas não poderíamos deixar de citar, também, os ensinamentos que estão no Alcorão, no Bahgavad Gita e em outros livros considerados sagrados, por algumas culturas, obviamente em concordância com isto que chamo de moralidade autêntica, que se resume em “Faça aos outros o que quer que façam contigo”, “Não faça a ninguém o que não quer que ninguém faça contigo”, “não julgueis”, “amem uns aos outros, como a si mesmo”... e por aí vai.

Que essa nova matéria fosse, mais ou menos, como a antiga “Educação Moral e Cívica”, porém aperfeiçoada e modernizada, obviamente sem qualquer tópico de interesse político partidário.

Inserir no currículo assuntos como prevenção contra os vícios, não somente das drogas chamadas pesadas, como cocaína, maconha e crack, mas também contra a praga do cigarro e da bebida alcoólica, com mapas mostrados em sala de aula (como nas aulas de Ciência) que mostram os pulmões dos fumantes, os efeitos na respiração e até no desempenho sexual de quem é viciado no tabagismo e no alcoolismo; ensinar sobre o problema do machismo, que ainda faz muito homem agredir a esposa, sobre a hipocrisia, o falso moralismo, desvinculando virgindade de moralidade, desvinculando sexo de moralidade, EDUCAÇÃO FINANCEIRA, informações sobre o egoísmo, a ambição, o orgulho, etc... Deveria ter, também, orientações contra os exageros das religiões, a exploração pela religião, etc... Aí sim, seria um autêntico ensino moral que religião sensata nenhuma poderia ser contra.

E o papa ainda vem querer mais “poderes” para a igreja católica, em nosso País?

Pra que a igreja quer ter poderes aqui? Para permitir que o segmento violento, presunçoso e desequilibrado do clero faça o que fizeram nos tempos da inquisição?

Você já imaginou se padres tivessem, hoje, poder de, por exemplo, mandar alguém para a cadeia? Não tenham dúvidas de que existiriam muitos espíritas e praticantes de outras religiões presos, sem direito a defesa.

Religião não tem que ter poder nenhum, porque em todas elas, com certeza absoluta, esses poderes não seriam exercidos pelos mais sensatos e sim pelos mais arrogantes, perturbados, desequilibrados, frustrados e recalcados, para violentar os outros, para punir, boicotar, sabotar e prejudicar os seus desafetos, não tenhamos dúvida.

Mesmo no meio espírita!!! Não fiquem aí pensando que essa violência aconteceria apenas por iniciativa católica não. Todos esses elementos, que estão à frente de instituições espíritas, impondo as suas maneiras de pensar, impondo que todos se conduzam conforme as suas cabeças, já teriam feito de tudo para calar todos os que pensam em contrário.

Em São Paulo, por exemplo, elementos das Casas André Luiz, com todo o poder econômico que tem, já teriam recorrido ao governo para determinar que os provedores de internet cortassem a conta do Alamar, para calá-lo, sem qualquer direito a recurso. Não somente eu, mas vários outros companheiros estariam proibidos de usar a internet e enviar e-mails.

Sabe aqueles dirigentes que determinam que um ou outro expositor está PROIBIDO de fazer palestra no seu centro? Não explicam os porquês, não escrevem, não assinam e nem documentam os porquês; quando você pergunta, eles apenas saem com aquela de “é determinação da diretoria”, e pronto, você tem que aceitar isto. É o espírito inquisitorial que está enraizado em muitas pessoas, embora ninguém queira admitir. Racione e questione: Será que esses não fariam muito pior, se tivessem algum poder nas mãos?

Só que teria um detalhe: Tudo seria feito muito fraternalmente.

Gente, religião com poder é uma desgraça. Quem tiver curiosidade em saber o que o poder das religiões já fez no mundo, e continua fazendo, que leia os diversos livros que falam sobre a história das religiões. Não vamos muito longe, a televisão mostra, a todo momento, o que o governo do Irã faz com o povo daquele país, manipulado que é pelo poder da religião dos Aiatolás.

Circula, pela internet, fotos de casamentos coletivos de homens adultos com meninas crianças, de até menos de 10 anos de idade, como esta aí ao lado, uma verdadeira pedofilia oficializada, porque a religião deles determina assim. Mandaram-me uma indicação de um filme, no Youtube, com a noite de lua de mel de um casal deste (alguém filmou) e é impressionante o quanto a garotinha grita e sofre, indefesa, com o estupro do "marido", um verdadeiro animal irracional em cima dela. Uma coisa horrorosa.

É a religião quem dá respaldo a isto, sim. Segundo eles, Alá quer isto. Agora imagine o número de problemas ginecológicos que essas menininhas devem ter, numa cultura daquela. São coisas que não divulgam para o mundo mas a gente pode dimensionar as conseqüências de uma cultura tão estúpida.

Não há história de mulheres adultas se casando com meninos pequenos, por lá.

Imaginem o Edir Macedo com poder, no Brasil. Queiram ou não, ele é um líder religioso, uma espécie de papa para alguns milhões de brasileiros.

Temos que protestar, temos que enviar e-mails para a imprensa e para os políticos repudiando essas idéias, senão ela termina sendo aprovada, partindo do princípio que se não houve protesto por parte da população é sinal que ela aceita “numa boa”.

Precisamos parar com essa mania de que “a espiritualidade está vendo tudo isto e saberá o momento de agir”, porque as coisas não são bem assim. Temos que fazer a nossa parte, não podemos ser omissos e não podemos fingir que não estamos neste mundo e que já fazemos parte do elevado mundo espiritual.

É preciso que o Brasil todo saiba que nem todo mundo é besta.

Abração.

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

www.redevisao.net

Espiritismo com coerência é bonito

Você conhece aquela história do: “Eu acredito no Deus que criou os homens e não no deus que os homens criaram”?

Há diferenças, sim, e diferenças gritantes: O Deus que criou os homens é o Deus que criou e adiministra bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas dentro, em dimensões tão gigantescas cuja visualização nem cabe em nossas microscópicas cabeças. Falar em bilhões de anos luz é algo que não pode ser entendido por bilhões de homens viventes na face da Terra, porque a Grandeza do Deus que criou os homens é algo que não pode ser compreendida pelo homem comum.

Já o deus que os homens criaram, é um deuzinho limitado apenas ao planeta Terra, que concebe a Terra como centro do Universo, cheio de paixões, vaidades excessivas, raivinhas, disposição para guerras e destruições e com todas as imperfeições humanas, conforme relata a Bíblia.

Infelizmente a maioria dos humanos, que se diz deísta, crê e admite apenas esse segundo deus, já que poucos, muito poucos mesmo, conseguem assimilar o primeiro que é o Verdadeiro Deus.

No meio espírita, ainda bem, não aceitam o deus bíblico, mas limitam-se em apenas falar que crêem em um Deus Soberanamente Bom e Justo, Inteligência Primeira e Criador de todas as coisas.

Há coerência na doutrina espírita? Há, sim; e muita.

Que bom! Então a prática do Espiritismo é coerente e é bonita, como está colocado no título da matéria.

Pois é, só que existe o Espiritismo que os Espíritos criaram, muito bem assimilado por Allan Kardec e muito bem disposto em suas obras básicas e o espiritismo inventado pelos homens que se auto-denominam lideranças espíritas.

Misericórdia, Alamar! No Espiritismo tem isso também? Essas distorções não são coisas de crentes apenas?

Infelizmente quando o homem mete a mão nas coisas ele tem a tendência de moldá-la conforme as suas conveniências.

Vamos chamar de Espiritismo coerente, o Espiritismo com “E” maiúsculo e espiritismo de conveniência, o espiritismo com “e” minúsculo.

O Espiritismo se conduz rigorosamente conforme o pensamento dos Espíritos Superiores que é o pensamento de Allan Kardec.

O espiritismo se conduz conforme as conveniências dos centros, conforme a cabeça dos seus dirigentes, pessoas humanas comuns que nem sempre tiveram o cuidado de estudar TODA a obra básica e desenvolver uma concepção absolutamente fiel da doutrina.

O Espiritismo demonstra que a condição de encarnados na Terra, possibilita aos homens a possibilidade de aprendizado, condição educativa e, também, a oportunidade de resgatar algum débito que possa ter de vidas pretéritas.

O espiritismo conduz as pessoas dentro de um entendimento que elas estão aqui somente para pagar e para sofrer, sofrer e sofrer, numa concepção de que a Terra é uma penitenciária, e não uma escola. E vamos sofrer, gente, para evoluir!!!!

O Espiritismo, no entendimento da perfeição absoluta de Deus, demonstra que tudo o que acontece conosco ocorre exatamente dentro do nosso merecimento.

O espiritismo faz as pessoas entenderem que espíritas estão aqui melhores do que merecem.

O Espiritismo sugere ao homem a prática da Humildade autêntica, Humildade de vivência, Humildade praticada em todos os momentos, nas 24 horas de todos os dias.

No espiritismo basta a pessoa dar impressão, aos outros, de que ela é humilde, fingir que é humilde, com falas mansas, chamando atenção dos outros por supostas faltas de caridade, e pronto, ta resolvido. O espírita que diz "eu não mereço isto", "eu sou uma mera insignificância", é muito bem aceito pelo movimento.

O Espiritismo recomenda que devemos ler de tudo e retermos o que é bom em cada obra.

No espiritismo é o contrário: Se em uma determinada obra contiver um, dois ou três itens que possam parecer contraditórios, é motivo para espíritas odiarem aquela obra, desenvolverem campanhas, durante décadas, contra ela e até conceberem todos os que a admiram como verdadeiros bandidos e demônios. Evitam até de cumprimentarem uns aos outros. Mas tudo isto, muito fraternalmente.

No Espiritismo, quando surge na Terra um espírito encarnado, como o Chico Xavier, é motivo de alegria. Quando surge um outro, como Divaldo Franco, é motivo de mais alegria ainda, porque surgiu mais um para difundir as idéias da doutrina.

No espiritismo, o surgimento de um Divaldo é visto como concorrência ao Chico, a ponto de fazer com que determinadas lideranças o odeiem, por décadas e décadas, como se fossem fanáticos flamenguistas odiando vascaínos e vice-versa, ou corinthianos odiando palmeirenses.

No Espiritismo é recomendado que a Doutrina seja divulgada e que até invistam em profissionais da área de comunicação, inclusive remunerando-o, como se remunera a qualquer profissional. A luz tem que ser colocada no velador.

No espiritismo não existe a menor relevância para a divulgação da doutrina e todos os confrades que se atrevem a divulgá-lo, invariavelmente são chamados de vaidosos, de quererem aparecer às custas da doutrina. Ai do diretor de uma instituição espírita que propor remuneração a um jornalista. A luz tem que ser deixada sob o alqueire.

No Espiritismo a auto-flagelação é sinônimo de suicídio, a privação de prazeres, forçada, é masoquismo.

No espiritismo o sofrimento e a privação de prazeres e alegrias são vistos como postura moral e sinônimo de resignação. Um "bom" espírita não deve ir a festas, carnaval, danças e nada.

No Espiritismo a Lei de Causa e Efeitos é coisa natural e infalível da natureza, a concepção de que o homem quando sai à chuva tem que se molhar é lógica. Hipócrita deve ser tratado como hipócrita, como Jesus tratou.

No espiritismo não. Em nome da “caridade” e da “compreensão”, temos que nos calar em relação aos fofoqueiros, aos caluniadores, sabotadores, falsos moralistas, hipócritas e enganadores, principalmente se estes tiverem dentro do movimento. Se alguém se atrever a denunciar as safadezas explícitas, deve ser banido do movimento e todas as ações são feitas para tentar calar-lhe. Se você usa o termo "hipócrita", acham que você é agressivo.

No Espiritismo ensina-se que “Se algum dia a Ciência comprovar que estamos equivocados em algum ponto, devemos abandonar o ponto equivocado e seguir a Ciência, e inclusive fala na possibilidade de novas revelações.

No espiritismo tudo está pronto, a verdade absoluta já é conhecida, não existe possibilidade nenhuma da Ciência comprovar nada contra o que sabemos, não existe possibilidade nenhuma de novas revelações, haja disposição em baixar o cacete no Bacelli e em todos os outros que tragam informações novas, sem qualquer disposição ao diálogo, a troca de idéias e iniciativas para ouvi-lo explicar as bases das suas afirmativas.

No Espiritismo o homem que exige diálogo e que questiona é considerado homem inteligente e sensato, que quer ter as suas convicções solidificadas e todas as coisas muito bem esclarecidas.

No espiritismo as pessoas que questionam são consideradas transgressoras da disciplina. Devem ser caladas, sempre de forma sutil, para que os outros não percebam o ato de violência.

No Espiritismo a maldade das pessoas está nas suas intenções, no seu íntimo, no nível do seu espírito, nas más ações que são praticadas às escondidas e no veneno expelido pela sua alma.

No espiritismo a maldade existe é na grafia das palavras que a pessoa escreve ou pronuncia, na clara demonstração de que o importante é a forma e não o conteúdo. Se o conteúdo for maldoso e venenoso, mas a forma for bonita, tudo bem, sem problemas.

Qual o Espiritismo, ou o espiritismo, que você se propõe a praticar?

Praticar o Espiritismo com coerência, é muito bonito.

Trabalhemos, com coerência, sinceridade e destemidamente para que o Espiritismo seja praticado, por todas as instituições espíritas, com a maior fidelidade possível às suas obras básicas, sem qualquer distorção em relação aos ensinamentos dos Espíritos.

Para a sua apreciação.

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

www.redevisao.net
www.site707.com

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Limites, dosagens e bom senso

Jesus havia pronunciado:

“Os meus discípulos serão reconhecidos, por muito se amarem”.


É uma passagem que não requer qualquer interpretação, porque o texto está claro demais, não há qualquer palavra que possa ter mais de um significado, não é parábola e, portanto, não há dúvidas acerca do que ele realmente quis dizer.

Não vou direcionar este artigo ao grande público, embora o assunto possa ser desenvolvido a ele, quero falar diretamente aos espíritas, posto que o maior de todos os problemas do nosso movimento é de relacionamento.

Espírita só pode se dizer afim com Jesus se praticar isso aí que ele ensinou. Espíritas que não são amam, podem ter apegos à religião, às conveniências pessoais e a qualquer outro interesse, menos com Jesus.

Podem até fazer a leitura do Evangelho três ou mais vezes por dia, recolherem-se em preces, com o maior esforço em concentração, no silêncio absoluto, mas nada estarão fazendo a não ser um simples ritual religioso.

O processo do amor ao próximo é condição “sine qua non” para a criatura se auto-identificar como seguidora de Jesus.

Mas, o que é, afinal de contas, esse tal amor ao próximo, que tanto se fala?

Se eu passar a ser “bonzinho”, a dar dinheiro a meninos que pedem em sinais de trânsito, a chamar todos de “meu irmão”, a desejar “muita paz”, a adotar a fala mansa e a moldar os meus textos e o meu dizer em palavras conforme o que querem os mais exigentes “puristas”, necessariamente eu estarei amando ao meu próximo?

Quando eu brigo, causo confusões, me indisponho contra confrades e até me acho qualificado a punir pessoas, sob argumentação de que elas não estão se comportando ou se conduzindo conforme aquilo que EU imagino ser o Cristianismo ou o Espiritismo, eu estaria agindo por amor ao meu próximo?

Será que eu tenho condições de visualizar os limites e as dosagens das coisas, a ponto de estabelecer, por exemplo, o que é e o que não é Espiritismo?

Será a minha visão e interpretação da doutrina a única absolutamente correta, a exclusiva, a inabalável e a inquestionável?

É sobre isto que eu quero dispor aqui, para a apreciação de todos:

Isto não é Espiritismo!!!!

Conforme eu disse anteriormente, o maior problema do movimento espírita é de relacionamento. Não é um simples problema, é um grande problema que precisa ser questionado, estudado, refletido, trabalhado e resolvido.

Quando eu me deparo com alguém que não pensa, necessariamente, igual a mim, acerca de determinadas questões, inclusive questões espíritas, mas continuo a levar a vida normalmente na relação com esse alguém, eu estou vivenciando um comportamento normal, equilibrado, sensato e coerente. Mas, a partir do momento em que eu passo a discriminar essa pessoa, a querer distância dela, e evitá-la; inclusive desenvolver campanha para jogar pessoas outras contra ela, chegando, muitas vezes, a extremos de difamá-la, para que os outros a vejam como delinqüente, aí eu estarei em absoluta condição de desequilíbrio, de desajuste, de moral comprometida e eu, sim, estarei na condição de delinqüente.

Existem limites e dosagens para estabelecermos os parâmetros do Espiritismo.

Que limites são esses? os que estão enquadrados dentro da visão do Alamar? Os que estão na visão contrária daqueles que não admitem a forma como ele vê?

Não sei. Não cabe, ainda, uma resposta.

Construamos, então, algumas argumentações e, se você conseguir acompanhar a linha de raciocínio, estabeleça, então, quais são, portanto, esses parâmetros.

Nem tudo o que é bom, necessariamente é Espiritismo

É bom que tenhamos esta consciência, porque, em nome do “isto é uma coisa boa”, muita gente está fazendo verdadeiras saladas em determinadas casas espíritas.

Citemos alguns exemplos:

Existe uma Faculdade de Medicina, onde o objetivo é formar pessoas na área da Medicina e, por esta razão, é estabelecido um programa de estudo, durante seis anos, para a formação profissional do médico.

De repente a direção da faculdade resolve inserir, na programação curricular, estudos das seguintes matérias:

Direito Penal, Código de Processo Civil, Cálculos Estruturais, Economia Internacional, estudo da língua Hebraica, Consolidação das Leis Trabalhistas, Engenharia de Bancos de Dados... etc.

São boas matérias?

São, sim.

São conhecimentos úteis ao homem?

São, sim.

Mas... que diabo tem a ver com Medicina?

O objetivo da faculdade não é ensinar Medicina?

Teria coerência, numa Faculdade de Direito, a inserção de matérias que estudam o colesterol, as suas frações LDL, HDL, VLDL?

“Teria sim! Afinal de contas, advogados têm que se prevenir contra o risco de infarto e é bom que eles saibam que o HDL é o bom colesterol e que o LDL é o mau colesterol. É útil, sim, e o diretor que instituiu a matéria tem razão... “ É o que, certamente, alegariam alguns, caso isto acontecesse.

Mas, está coerente? Está dentro dos limites e dosagens do “Isto é Medicina”, e “Isto é Direito”?

De repente o Reitor da Universidade, tomando conhecimento dos enxertos colocados nos cursos, utilizando-se da autoridade que o cargo lhe faculta, determina:

- “Não quero saber de código penal, CLT, engenharia de bancos dados... etc. no curso de Medicina. Podem tirar, imediatamente. Faculdade de Medicina é para ensinar assuntos diretamente ligados à Medicina”.

Naturalmente, alguns vão qualificá-lo como autoritário, arbitrário, ditador e até de desrespeitador aos direitos de expressão.

Aí recorramos ao bom senso:

Estará mesmo errado o Reitor, por tomar tal iniciativa?

Claro que não.

Afinal de contas, se seis anos de estudos numa faculdade ainda são insuficientes para o profissional aprender a Medicina, em condições de desenvolvê-la bem, necessitando de residência, pós-graduação, especialização, estágio, participação em congressos etc... que sentido tem alguém querer ocupar o espaço do curso com outras matérias, embora boas, que nada tem a ver com a Medicina?

No movimento espírita essas coisas estão acontecendo.

De vez em quando eu recebo e-mails de pessoas relatando-me que estão freqüentando um centro espírita “muito bom”, onde tem, inclusive, Cromoterapia. Na oportunidade, me perguntam o que eu acho da Cromoterapia.

Outros querem saber a minha opinião sobre o Reik, sobre o uso de pirâmides onde as pessoas deitam embaixo, para tomar passes, sobre a musicoterapia, sobre a terapia A, B e C. Outros querem que eu opine sobre a Apometria.

Em princípio eu respondo: “só gosto de emitir opinião acerca de coisas que eu conheço”.

Quando eu não conheço, não opino nada, nem contra nem a favor. Apenas limito-me a dizer que determinas coisas não tem a ver com o Espiritismo.

- “Então, com isto, você está querendo, sutilmente, dizer que é contra a Cromoterapia, Alamar?”

É aí que está o grande erro de muitas pessoas, que terminam se indispondo com outras.

Eu, particularmente, não sou contra a Cromoterapia nunca. Inclusive já dei umas lidas em livros, a respeito dela, entendi como funciona, sei que ela é respeitável, deve ser praticada com luzes e não com toalhinhas coloridas ou paredes coloridas, como alguns imaginam que seja. Acontece que o fato de “dar umas lidas em alguns livros” não significa que eu conheça do assunto, a ponto de emitir opiniões e muito menos condenar.

Mas poder afirmar que Cromoterapia não é Espiritismo, isto posso, porque eu sei o que é o Espiritismo, senti-me obrigado a estudar a doutrina espírita, não apenas em uma tradução, a entender bem os seus postulados, por questão de coerência, já que me atrevi a trabalhar como um seu divulgador... ou melhor... um dos seus maiores divulgadores do mundo, e não poderia expor-me ao ridículo de falar sobre coisa que não entendo.

Por isto que posso afirmar:

Apesar do estudo do Código Penal ser uma matéria interessante, ela é pertencente ao Direito e não à Medicina, da mesma forma, a Cromoterapia é, também, algo interessante, mas não é Espiritismo, é coisa de outra área.

Florais de Bach é bom, mas não é Espiritismo; reick não é Espiritismo, dança de salão não é Espiritismo, curso de Judô não é Espiritismo, ensinar arte culinária não é Espiritismo...

Por que as pessoas procuram misturar tanto?

A verdade é que em muitos centros espíritas, quando se verificam dirigentes abusando do livre arbítrio, nós encontramos procedimentos que, talvez, queiram dizer isto:

- “O nosso centro é livre, não está subordinado à FEB, ao Ministério da Educação, à Prefeitura, ao Vaticano, não se submete a nenhuma norma governamental, pode fazer o que quer, desde que aprovado pela sua diretoria, que é soberana, por que não faz o que quer? Vamos fazer, sim. Se os diretores aprovam, é porque eles sabem o que estão fazendo.”

É exatamente isto que acontece e é fundamental que os freqüentadores da instituição tenham consciência de que o fato de alguém estar colocado num cargo de diretor de centro espírita não significa necessariamente que conheça o Espiritismo.

É importante dizer isto porque é muito comum o freqüentador achar que todo dirigente e até mesmo os trabalhadores da casa e até a moça da cantina entendem muito da doutrina.

Faz-se necessário entender que a maioria dos centros constitui corpo diretivo com o que tem, com o que se oferece para o cargo, porque não tem quase ninguém que queira assumir nada, por razões diversas: “a faculdade toma todo meu tempo”, “não posso, por causa dos filhos”, “trabalho até tarde e tenho que chegar em casa e ainda fazer os serviços domésticos”... e por aí vai. Na verdade, muita gente não quer porque tem que ser voluntariado e não ganha nada.

Quando a instituição espírita é grande, poderosa, movimenta grandes somas em dinheiro, dá status, oferece possibilidades do dirigente dar entrevistas em emissoras de rádio, televisão, jornais e revistas, aí a coisa muda. Até brigam pelos cargos.

Mas eu não quero comentar sobre isto agora, porque só este item daria um artigo enorme.

A razão é que, em decorrência disto, muitos fazem o que querem e que bem entendem com a nossa doutrina.

Por este motivo, eu sugiro, insistentemente, que as pessoas que estão no movimento espírita e que gostam do Espiritismo, façam esforços em conhecerem, elas mesmas, a doutrina espírita, orientando-se fundamentalmente pelas Obras Básicas, de preferência estudando em mais de uma tradução.

Ler romance espírita é bom, mas não é o suficiente para ninguém aprender o Espiritismo, por mais que o romance seja maravilhoso e lhe faça chorar de emoção.

Mas também tem outro detalhe:

O fato de não concordarmos que a Cromoterapia, por exemplo, seja inserida na casa espírita, não quer dizer que devamos passar a ter raiva da Cromoterapia, não querer nem ouvir falar em Cromoterapia, querer distância das pessoas que gostam do assunto e ver a sua prática como se fosse prática imoral, indecente e, talvez, criminosa.

Digo isto, gente, porque muitos espíritas agem assim.

O centro espírita que pratica a Cromoterapia, postura equivocada, muitas vezes realiza, também, trabalhos extraordinários, notáveis e muito bonitos no campo da caridade, da mediunidade, da assistência etc... Mas têm espíritas que ficam totalmente cegos, em relação ao lado bom, e passam a odiá-lo e desmerecer tudo o de mais que ele faz, só por causa do equívoco neste ponto.

Observemos uma recomendação de Kardec, como exemplo:

- “O dia em que a Ciência demonstrar que o Espiritismo está errado, em algum ponto, cumpre ao espírita abandonar o ponto equivocado e seguir a Ciência”.

Ele não mandou que os espíritas abandonassem o Espiritismo, como um todo, mas somente o ponto equivocado!!!!!

Aí eu pergunto:

Por que muitos espíritas viram as costas para o centro, como um todo, só porque ele pratica UM PONTO equivocadamente?

A mesma pergunta se estende aos espíritas que odeiam as obras de J. B. Roustaing:

Por que virar as costas, fazer campanha contra, inclusive movida por muito ódio e até virar a cara, quando vêem um confrade que gosta desta obra, só porque ALGUNS PONTOS trazem algumas coisas polêmicas e que, de certa forma, deixam alguma dúvida?

Talvez algum leitor, que nunca ouviu falar desta obra, me pergunte:

- “Alamar, despertei curiosidade em saber o que consta nessa tal obra de Roustaing. Em alguma parte ela recomenda que as pessoas assassinem as outras, que os seus simpatizantes consumam droga, pratiquem aborto, sejam egoístas e orgulhosas, pensem somente nelas, em detrimento do próximo, roubem, falseiam e prejudiquem ao seu semelhante?”

Claro que não. Não tem absolutamente nada disto. O grande e “gravíssimo” problema é que ela, entre algumas coisas consideradas polêmicas, afirma que o corpo de Jesus não foi carnal, como o nosso, e sim fluídico.

Pronto. Só esta citação foi suficiente para gerar ódios terríveis, entre confrades.

Agora, veja bem se é ou não é coisa de espírita que não tem o que fazer, esse tipo de confronto com os confrades:

Que importância tem para mim e para qualquer espírita racional, se alguém vier me dizer que o corpo de Jesus foi de borracha, plástico, isopor ou até de alguma substância da Índia, retirada do fundo do Ganges?

Are baba!!!! Onde estariam as lamparinas do meu juízo, se me preocupasse com isto, se me aborrecesse tanto, a ponto talvez, de jogar-me no fundo de um poço?

Gente, o que mais importa, em Jesus, são os seus ensinamentos, o resto é irrelevante. Eu não tenho a menor preocupação se a mãe dele era virgem, como querem os católicos ortodoxos; não me preocupo em saber se as sandálias que ele utilizava eram as legítimas havaianas... enfim, espírita que tem o que fazer não perde tempo com bobagens.

E os limites e as dosagens, onde é que entram?

É exatamente na aplicação do bom senso e da coerência que eu sugiro a TODOS os espíritas:

  • Quando você afirma que Cromoterapia não é Espiritismo, tem razão. Mas quando odeia os centros e os dirigentes do centro, não tem razão.

  • Quando você não aceita a argumentação de que o corpo de Jesus foi fluídico, tem razão porque tem o direito de achar o que quiser. Mas quando passa a vida inteira ocupando-se a atacar os roustanguistas, não faz outra coisa senão falar disto, não quer nem saber de conversa de quem gosta da obra, aí perde a razão.

  • Quando você diz que o Espiritismo não manda ninguém se vestir de branco, para as mediúnicas, você tem razão. Mas quando discrimina os centros que fazem isto, se distancia dos seus dirigentes e fala mal da casa, aí você não tem razão.

  • Se você gosta de assistir palestra, sentado no chão da rua, expondo-se ao sol quente ou à chuva, ótimo, tem razão porque é o seu gosto pessoal (cada masoquista com sua mania). Mas quando critica o Divaldo, pelos “Work Shopping” que faz em grandes e confortáveis auditórios, baixando a língua porque os participantes contribuem com uma taxa de inscrição, para ajudar a pagar o aluguel do auditório e sobrar alguma coisinha para ajudar à Grande obra da Mansão do Caminho e não para fazer Divaldo ficar rico, como imaginam algumas mentes poluídas, aí você está sem razão.

  • Ser contra e até criticar alguns espíritas que fizeram bobagens, na Federação Espírita do Estado de São Paulo, até promovendo guerrinhas e ódios contra companheiros, por cobiça a cargos naquela gigantesca casa espírita, é algo que você tem razão. Mas ter raiva da FEESP, ter repúdio àquela histórica instituição, viver falando contra ela o tempo todo, você não tem razão.

Não se pode admitir espírita insensato. O estabelecimento coerente dos limites e das dosagens nas suas ações, é um requisito indispensável para todo aquele que se diz seguidor de uma doutrina que é racional.

Carinhosamente.

Abração, Gente!

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

www.redevisao.net
www.site707.com

sexta-feira, 3 de julho de 2009

DOMINGO ESPECIAL NA RÁDIO FRATERNIDADE




01h - Reeducar os Sentimentos - necessidade básica para a evolução
(duração: 1h48)

Expositor: Moacir Costa Lima –

03h – BRASIL CORAÇÃO DOMUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO
(duração: 1h27)
Expositor: Divaldo Franco

6h – Encontro Fraterno (FEEGO)–
O
Poder da Fé. A participação do confrade Jacob Melo.

7h - Programa Aos Pés do Monte (duração 1h)

8h – Reprise do Estudo Sistematizado do Livro dos Espíritos

Aula 13 – Pluralidade das Existências

Produção Sociedade Espírita Joana De Ângeles (http://blogdaseja.blogspot.com)- (duração: 1h).

Programa vai ao ar: QUARTA -22H5 – QUINTA-FEIRA – 9H5 e DOMINGO: 8H

Estudo de O Livro dos Espíritos Produzido pelo S.E.J.A – Ribeirão Preto (SP)

Expositora: Maria José Mundim Moreira

9h - Programa Pão da Vida –

Programa 13 – Tema: Encontro com Jesus
Sexta-feira (edição inédita): 20h5

Reprises

Sábado: 22h05

Domingo: 09h05 e 21h05

Segunda-feira: 10h05

Terça-feira: 19h05

Quarta-feira: 05h05

Quinta-feira: 21h15

http://www.aveluz.com.br/cristianizar/?p=39

10h – REPRISE DO ENCERRAMENTO

1º CONGRESSO ESPÍRITA MUNDIAL (Duração: 1h37)

Realizado de 1º a 5 de outubro de 1995 em Brasília
Palestra com Divaldo Franco
Ao final mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes

13h – Lançamento de O Livro dos Espíritos ( Duração 1h55)

Expositor: Evandro Noleto

15h - Divaldo Franco - Curar e Curar-se (Duração: 1h)

18h - Reprise do Programa Fonte Viva de Luz

Especial – Vista a Fundação Jerônimo Mendonça em Ituiutaba-MG (http://www.fejm.com.br). Participação da médium Maria Gertrudes e Antônio Almeida.

Veiculado aos sábados o programa estuda o Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo.Horários deste programa na semana: sábado: 19h5 / domingo: 18h5 / Segunda-feira:17h5 / Terça-Feira: 10h5 / Quarta-feira:2h5 / quinta-feira: 14h5 / Sexta-feira: 20h5

19h30 –- Palestra - O Livro dos Espíritos

Expositor: Orson Peter Carrara

21h - Programa Pão da Vida –

Programa 13 – Tema: Encontro com Jesus
Sexta-feira (edição inédita): 20h5

Reprises

Sábado: 22h05

Domingo: 09h05 e 21h05

Segunda-feira: 10h05

Terça-feira: 19h05

Quarta-feira: 05h05

Quinta-feira: 21h15

http://www.aveluz.com.br/cristianizar/?p=39

21h30 - Programa Elucidações Espíritas

Expositor: Iara Amaral – Bauru-SP
Tema: Saúde e Espiritualidade

PALESTRAS DA SEMANA – 06 a 11/7

De segunda a sábado em quatro horários:

PALESTRA 4 - 03h5 – madrugada

TEMA: Mediunidade na bíblia -
Expositor: Severino Celestino
Trecho do Programa Elucidações gravado em 19/4/09

PALESTRA 1 - 8h5

TEMA: Os Desafios na Codificação do Espiritismo

Expositor: Evandro Noleto

PALESTRA 2 - 13h5

Divaldo Franco
Palestra realizada no 25 º Congresso da FEEGO -
A ERA DO ESPÍRITO - TEMPO DE FÉ, RAZÃO E AUTO-CONHECIMENTO
realizado de 21 a 24/2/09 -

PALESTRA 3 - 23h5

Tema: Receita de Vida
Expositor: Richard Simonetti

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Está no ar a TV CEI via satélite

Com muita alegria, quero anunciar o lançamento oficial da TV CEI, via satélite, para todo o Brasil, funcionando 24 horas no ar, a partir de 19 de junho deste 2009. Ela já estava no ar, em fase de testes, desde o mês de maio passado, mas em ajustes para que, quando apresentada ao público, pudesse ser recebida com todo carinho com a melhor qualidade possível.

Vou dar todas explicações de como funciona e como você fará para assistir esta nova televisão em sua casa, mas, antes, tenho algumas considerações a fazer.

Eu tenho vários motivos e alegria especial para anunciar esta televisão:

A primeira delas é que está se realizando um ideal meu, pelo comprometimento assumido com a divulgação audaciosa da doutrina espírita, coisa que todo mundo sabe, enfrentando obstáculos de toda ordem, incompreensões e até barreiras colocadas de onde menos se esperaria. Sempre divulguei toda iniciativa de divulgação do Espiritismo, porque, por ser um divulgador que se garante, nunca me deixei envolver pelo ciúme, pela inveja ou por qualquer sentimento de ver iniciativas espíritas como se fosse concorrência.

A segunda razão, muito especial, é pelo fato da TV CEI ter nascido de pessoas que trabalharam comigo, que começaram a fazer televisão comigo, em Salvador, naquele laboratório extraordinário chamado "Espiritismo via satélite". Portanto, a TV CEI é uma filha do Espiritismo via satélite, com muita honra.

A terceira razão, também especial, é ver que mentes tradicionais do movimento espírita, pessoas sem dúvida alguma respeitáveis e dignas, passaram a finalmente entender a importância da divulgação da doutrina por este fantástico instrumento de comunicação, que é a televisão, incomparavelmente mais eficiente que aqueles jornaizinhos de 8 ou 16 páginas, muito utilizados pelo nosso movimento.

- "Mas, Alamar, tudo tem seu tempo".

Não creio que deva ser assim, creio que a gente deve fazer o tempo. "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", já dizia o Vandré.

A partir de 16 de dezembro de 1990 eu resolvi fazer acontecer um programa de televisão espírita, via satélite, para todo o país, com uma alegria e um prazer tão gigantesco que não me intimidava nem diante dos desincentivos daqueles que apostavam que eu não faria nunca.

Valeu a pena. "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura", já diz um tradicional ditado popular.

Mas há outro ditado que diz também "antes tarde do que nunca".

O momento é agora, o empreendimento está aí e temos todos que comemorar, estender as mãos aos nossos queridos amigos do Conselho Espírita Internacional, principalmente agora, quando um destemperado e perturbado ameaça o mundo com armas nucleares, lá na Coréia do Norte, torna-se fundamental o fortalecimento do CEI, Conselho Espírita Internacional, para que o Espiritismo chegue com toda força a todos os continentes, como uma proposta de transformação moral da Terra.

A TV CEI é comandada por artista

Este detalhe eu preciso falar para todo mundo.

Certa ocasião perguntaram ao Chico Xavier:

- "Chico, quantos diretores deve ter uma instituição espírita?"

O sábio velho mineiro afirmou:

- "No máximo três".

- "Mas... por que só três, Chico?"

- "Porque geralmente um está de férias ou viajando, um outro está doente, o que está em atividade decide e as coisas acontecem".

É verdade, o Chico tinha razão.

O Conselho Espírita Internacional, apesar de ser uma instituição que traz o pomposo nome INTERNACIONAL, é uma instituição que, GRAÇAS A DEUS, não tem muita gente para dar palpite, não é uma instituição espírita onde trafega grandes recursos financeiros, para ter muita gente correndo atrás de cargos de diretoria, não está contaminada por disputas por cargos e por ciumeiras, o que é bastante significativo para que as coisas acontecem do jeito que estão acontecendo agora. É por isto que a TV CEI se tornou realidade.

O cargo maior não leva nem o título de Presidente, para não ser cobiçado demais. O seu Secretário Geral é o ilustre espírita Nestor Masotti, com uma visão ampla, um homem de dignidade inquestionável, respeitado pelos espíritas que compõem o Conselho nos diversos países onde existem representações espíritas.

Um dos grandes acertos do Nestor, foi manter à frente da TV CEI, agora televisão de verdade, via satélite, o mesmo trabalhador espírita que criou a TV CEI, como apenas Web Tv, que é o peruano Luis Hu Rivas, (foto ao lado) um verdadeiro e autêntico artista, ele que encantou o Brasil com a beleza de design da pioneira revista "Visão Espírita", aquela que eu criei em Salvador para revolucionar e fazer acordar a imprensa espírita brasileira.

Ultimamente eu tenho conversado muito com o Luis, porque tenho dado uma certa contribuição no sentido técnico, posto que este é um assunto que eu conheço demais, e, semana passada, o chamei porque teria um alerta muito interessante a dar a ele.

Vou publicar aqui, na íntegra, o alerta que eu dei, para que o Brasil inteiro, bem como os amigos espíritas do exterior, tomem conhecimento:

- "Luis. A TV CEI hoje é uma realidade, já está no satélite, daqui há pouco o Brasil inteiro vai tomar conhecimento, ela vai ser sucesso, pela sua competência e pela programação que será feita, com base no seu talento artístico, vai se transformar num forte veículo de comunicação, sem dúvida alguma.

Geralmente tudo o que se transforma em sucesso, atrai a atenção de muita gente, bastante esperta, que quer se aproveitar da situação. Geralmente são pessoas que, enquanto o projeto estava sendo construído, nunca se apresentaram para ajudar coisa alguma, mas depois de pronto, todo mundo quer estar próximo.

Não duvide se, em algum momento, começar a aparecer idéias da colocação de um determinado "espírita experiente", daqueles que tem 40 anos de doutrina, para estar à frente da televisão, certamente para dar ordens a você, que foi quem construiu tudo.

Não abra mão, amigo!!! Não se deixe envolver por humildade mal interpretada, porque a divulgação do espiritismo com arte e boa qualidade não pode ser comprometida pela insensatez e pelos supostos arautos da pureza doutrinária. É preciso que todos saibam que você também conhece muito bem a doutrina e sabe o que deve e o que não deve colocar ao ar. Leve em frente o seu projeto e esteja sempre sintonizado com os Espíritos do Bem, porque eles, sim, serão os melhores orientadores.

Eu sei muito bem porque estou a lhe dizer isto."

De fato, eu sei porque disse isto ao Luis Hu Rivas.

Nestor Masotti acertou, em cheio, em confiar este projeto a este jovem peruano e pedimos a Deus para que ele não se deixe envolver por nenhuma sugestão infeliz de colocar o famoso "experiente" lá, em substituição ao talento e a arte.

A TV CEI está linda, gente!

Posso garantir que não se trata de uma tv espírita sem sal, sem tempero e com cara de desbotado, trata-se de uma TV feita por gente alegre, com excelente equipe de produção, programas maravilhosos e de muito bom gosto. Tem uma equipe jovem lá, a todo vapor, com todo gás, cenários bonitos, apresentadores bonitos... você precisa ver. Ninguém vai me dizer, com certeza, que só assiste por caridade, porque vale a pena mesmo.

Parabéns a toda a produção da TV CEI. Valeu a pena a fase de testes, pra ficar tudo ajustadinho, para que todos possam recebê-la em alta qualidade.

Algumas considerações

Conforme tenho colocado, repetidas vezes, em meus escritos, grande parte do movimento espírita ainda tem uma leitura absolutamente equivocada do que seja realmente a Humildade e, por conta disto, tem cometido falhas lamentáveis.

Até o surgimento da revista "Visão Espírita", em 1998, a imprensa espírita se resumia em pequenos jornalecos, de 8 a 16 páginas, impressos em preto e branco, geralmente no papel de pior qualidade que existia na indústria gráfica, em pequenas tiragens (raramente passavam de 2.000 exemplares) e, invariavelmente, mandados para as mesmas pessoas, ou seja, leitores dentro do próprio movimento espírita.

A exceção era o "Jornal Espírita", da Federação Espírita do Estado de São Paulo, também em preto e branco, mas que era disponibilizado nas bancas, voltado para o grande público. O detalhe é que esse jornal era feito por apenas duas pessoas, os notáveis jornalistas Altamirando Carneiro e o João Gianinni Pascale, que sempre trabalharam em espaços físicos mais ou menos do tamanho de um quarto de empregada de apartamento (só pra você ter uma idéia). Em 1998 os competentes jornalistas ainda trabalhavam com máquinas de escrever, porque a divulgação da doutrina não era prioridade para ninguém, a ponto de merecer, pelo menos, um computador. Isto, no Estado mais rico do Brasil, imagine nos outros.

A "Visão Espírita" veio sacudir isto, veio tocar nos brios dos espíritas tradicionais, se fazendo presente em todas as bancas de revistas do país, impressa na Editora Abril, com a mesma qualidade das grandes revistas dispostas ao grande público, como a VEJA, a ISTO É, a Contigo e todas as que você vê nas bancas.

O notável Paulo Daltro, da "Revista Espírita" de Goiânia, falou-me:

- "Alamar. Com a Visão Espírita você obrigou-me a investir em tecnologia, para que a nossa revista pudesse acompanhar esta nova era que você inicia na imprensa espírita brasileira. É um investimento pesado, mas vale a pena".

Aparecido Belvedére, também notável, da histórica "Revista Internacional de Espiritismo", de Matão, aquela que foi fundada pelo inesquecível Cairbar Schutel, também disse algo semelhante:

- "A Visão Espírita fez com que a editora Clarim investisse em equipamentos de impressão, sem que estivesse, ainda, preparada para isto. Não podemos deixar de acompanhar este momento da imprensa espírita".

De repente surge, em São Paulo, o jovem Vítor Rebelo, inspirado na "Visão Espírita" e lança a "Revista Cristã de Espiritismo", também impressa em qualidade das grandes revistas, disponibilizando-a também nas bancas.

Pronto. Os jornaizinhos pretos e brancos continuam a existir, enviados em pequenas tiragens para as mesmas pessoas, mas, em compensação a imprensa espírita existe, também, em grande qualidade, voltada para o grande público, atendendo ao que Kardec nos recomenda em "Obras Póstumas".

A TV CEI é mais uma revolução espírita na televisão

Queiram ou não alguns, a primeira revolução foi o "Espiritismo via Satélite", lançado audaciosamente por um "maluco" e "obsediado", a partir de Belém do Pará; a segunda foi a colocação da primeira televisão espírita via satélite 24 horas, do mundo, a Rede Visão, colocada por este mesmo "maluco", a partir de São Paulo, em 11 de novembro de 2004. Depois surgiu a "TV Mundo Maior", das Casas André Luiz, fazendo uma televisão com boa proposta, mas dentro das conveniências de alguns diretores da instituição. Agora vem a TV CEI, com arte e qualidade, para dar continuidade a este processo.

Creio que a iniciativa de divulgação do Espiritismo pela televisão via satélite não vai parar por aí.

Da mesma forma que a cada momento estão aparecendo mais igrejas protestantes a se mostrarem via satélite, por televisão digital, fazendo o índice de "evangélicos" crescer cada vez mais no país, certamente, assim como a Visão Espírita fez surgir novas revistas espíritas, a TV CEI também vai incentivar o surgimento de novas televisões espíritas.

Eu mesmo não desisto da idéia de fazer voltar a Rede Visão, via satélite; não por questão de orgulho, mas pelo fato de considerar importante levar ao público um estilo diferente de falar sobre Espiritismo, já que muita gente, mas muita gente mesmo, gosta deste estilo, que foge daquele muito tradicional e conservador. Continuarei a trabalhar neste ideal, embora de mãos dadas, dando o maior apoio, com todo carinho, pela TV do Conselho Espírita Internacional, onde também tenho um espaço, cedido carinhosamente pelo querido Luis Hu Rivas.

inal de cont, Alamar, como é que eu faço para assistir esta televisão?

Como assistir a TV CEI

Tenha paciência, que eu vou ter que explicar tudo detalhadinho.

Ela começou como WebTV, continua sendo WebTV mas agora é, também, muito mais do que isto: É uma televisão digital via satélite, para ser vista através de antena parabólica, no seu televisor, sentado confortavelmente na poltrona da sua casa, em tela grande.

Não confundir com HDTV, porque não é ainda (vai chegar lá, com fé em Deus), mas é televisão digital, com qualidade de DVD, bem melhor que a televisão convencional.

Começo orientando que você não vai conseguir vê-la com aquele receptor de satélite convencional que você e alguns milhões de pessoas tem, no Brasil, ligados naquela antena parabólica grande, que pega os canais mais conhecidos pelo satélite da Embratel. Ela é uma TV digital e para isto precisa de um receptor de satélite digital.

Existem várias maneiras de você assisti-la e proporcionar que os outros assistam:

1) Você comprando seu kit de recepção

Esta é a opção para você ter em sua casa.

Este kit de recepção consta de um receptor de satélite digital, uma antena parabólica pequena, igual aquelas usadas pelos assinantes da SKY, que dá para pendurar até na sua janela.

A antena é como esta da foto aí ao lado.

Você compra este kit e instala em sua casa. É novidade, sim, mas não é nada tão complicado. Eu vou ensinar aos meus amigos como é que se instala um equipamento deste. A qualidade de imagem é uma beleza.

2) Proporcionando aos moradores de um edifício assistirem

O compromisso que o Alamar tem de divulgar a doutrina espírita em larga escala é o mesmo que todo espírita, consciente, deve ter.

Posto isto, tenho certeza de que você, que mora em um edifício onde existem dezenas e, talvez, até centenas de apartamentos, deva ter o interesse para que todos os moradores do prédio possam ter a TV CEI para assistir, como opção, não é verdade?

Não importa se tem crentes, católicos ou ateus morando no prédio. Muitos vão ver "por acaso" e terminarão percebendo a excelência do Espiritismo. Foi assim com o Espiritismo via satélite.

Então já vou explicando aqui como é que se faz isto.

Em princípio você poderia comprar um receptor deste, só para o seu apartamento, investimento que faria por causa da TV CEI. Mas, já que não é egoísta e quer ver todo mundo podendo ver o Espiritismo, vai usar este receptor para todo mundo assistir.

Mas, como Alamar?

A coisa funciona assim:

A maioria dos edifícios normalmente possui um sistema distribuidor de canais, que geralmente fica na sala dos motores dos seus elevadores. A partir desse local, desce um cabo, que passa por todos os cômodos dos apartamentos, permitindo as pessoas o ligarem na entrada de antena dos televisores. Muita gente tem televisor na sala, nos quartos e até na cozinha.

Existe um aparelhinho que se chama MODULADOR DE CANAL, que custa pouco mais de 200 reais.

Esse sistema, que existe nos prédios, consta de um conjunto desses aparelhos moduladores.

Por exemplo: Se o prédio quiser ter a Rede Globo, Bandeirantes, SBT, Record, MTV e TV Cultura, está querendo ter, então, 6 canais no cabo comum. Então precisará ter 6 moduladores lá em cima. O prédio pode ter, também, mais um modulador, para ter a imagem da câmera que fica na sua entrada, lá em baixo, para que os moradores possam ver, na televisão, quem é que está chegando.

Cada modulador permite, ao prédio, dar o número de canal que quiser, para cada um. Por exemplo: A Globo será canal 1, SBT canal 2, Record canal 3 e assim sucessivamente.

A estes moduladores o pessoal liga antenas externas do prédio, quando a qualidade das televisões locais são boas e quando elas existem na cidade, ou pegam os canais a partir do satélite da EMBRATEL, a partir da parabólica, das grandes, lá de cima e, para cada canal, precisará ter um receptor de satélite analógico sintonizado nele.

É exatamente isto que você vai fazer para que todo mundo veja a TV CEI.

Faz de conta que no seu prédio tenha 60 apartamentos, mas você, que é espírita, sabe que tem mais 5 moradores, que também são espíritas.

O que eu sugiro é fazer uma vaquinha, para que estes cinco banquem a compra do equipamento necessário, para instalar a TV CEI por todo o prédio. Se você tiver uma boa folga financeira e quiser bancar sozinho, não tem problema nenhum.

Os equipamentos são os seguintes:

  • Uma antena parabólica de 60 centímetros, que será instalada no alto do prédio.

  • Um receptor de satélite digital, que será colocado na sala dos elevadores, junto ao sistema de distribuição de canais.

  • Um modulador de canais.

Não é preciso ter antena grande lá. Se tiver, deixe lá, mas se não tiver, não fará falta.

Como instalar isto.

Instale a antena, que eu explico como se faz isto, em meu site de tecnologia que é o www.site707.com.

Ligue a antena ao receptor, depois a saída de imagem e som do receptor no modulador, dê um número de canal qualquer neste modulador e o cabo dele será ligado no cabo geral do prédio, e pronto.

Todo mundo vai assistir a TV CEI, no seu prédio.

Estamos providenciando receptores para os amigos

Montamos uma estrutura para fornecer os equipamentos necessários, para os nossos amigos. Quanto mais gente tiver receptores de satélite digital e antenas, fica melhor. Conforme foi dito, você precisará de um receptor de satélite digital e uma antena completa. Se tiver interesse, basta entrar em nosso site de tecnologia, que é o www.site707.com e fazer o pedido por lá. Enviamos o kit completo, com receptor de satélite de qualidade, testado, com garantia e já sintonizado na TV CEI, para que você, sem experiência nesse tipo de equipamento, não tenha esse trabalho em fazer a sintonia. Mandaremos, também, um passo-a-passo de como instalar.

É importante que todos saibam que estamos vendendo os equipamentos ao preço de São Paulo, já que esta tecnologia, normalmente, não existe ainda nem nas lojas de eletrônicas das demais capitais, quanto mais nas cidades de interior. Você encontra muito é receptor analógico, mas digital não.

Cuidado com os gatos por lebre

Conforme todos sabemos, o brasileiro adora procurar pelo baratinho. Nesta área de receptores de satélites existe, também, o baratinho, como todo equipamento eletrônico. O problema é saber se funciona. Já sabemos de alguns amigos que, precipitadamente, adquiriram equipamentos baratinhos, sem qualquer orientação técnica e, apesar de novos, não pegam a TV CEI, que é de banda KU, já que o equipamento trabalha apenas com freqüências baixas. Estão tendo dores de cabeça, nos mandam e-mails, pedem orientações mas, infelizmente, não temos como orientar o que já começou errado.

Parabéns, TV CEI

Parabéns, Nestor Masotti

Parabéns, Luis Hu Rivas

Parabéns, toda equipe de produção

Parabéns, diretores que deram apoio

Tenha certeza de que muitos abortos serão evitados, por muita gente que assistirá "por acaso", a TV CEI. Muitos suicídios serão evitados, muitas angústias serão aliviadas, muitas lágrimas serão enxugadas.

Com muita alegria,

Abração, Gente!

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

www.redevisao.net
www.site707.com

Jornal Vida Espírita

Boa noite, já está online a edição do Jornal Vida Espírita do mês de julho.
Jornada de estudo sobre mediunidade. Vocês podem fazer o download clicando aqui e as edições anteriores aqui.













quarta-feira, 1 de julho de 2009

A excelência do um presidente sensato e competente

A maior parte dos meus leitores sabe que eu não admito aquela orientação insensata, fria e indiferente adotada por alguns espíritas, que ensinam que não devemos elogiar, aplaudir e fazer referências a outros espíritas que desenvolvem alguma coisa de destaque, com qualidade e eficiência. Temos que fingir que não vemos as coisas boas, mas não há qualquer restrição em abrirmos a boca quando os confrades erram.

Já que, em cada novo artigo que escrevo, estou falando para novos leitores espíritas, que passaram a fazer parte da minha agenda, por terem recebido, por retransmissão, algum artigo meu e pedido para que eu acrescentasse os seus nomes em minha agenda, a fim de enviá-los os novos escritos, faço este aviso no início da matéria.

Quando Kardec questiona os Espíritos: "Por que o mau prevalece tanto na Terra?" os espíritos respondem que é pela omissão dos bons, já que os maus são audaciosos e os bons são tímidos. Eu vou mais longe e digo que muitos que conhecem as verdades que libertam, em maioria, são omissos.

Eu, na inviolável disposição de exercer integralmente a minha independência, não admito, em hipótese alguma, esse lamentável equívoco que permanece em grande parte do nosso movimento, e faço questão de citar os grandes feitos e as grandes realizações dos homens notáveis, inclusive de companheiros do movimento espírita. Não consigo ser frio, não consigo ser omisso, não consigo ser invejoso e muito menos fingir-me de cego em relação ao bem, por isto não tenho a menor dificuldade em elogiar pessoas e, conforme o seu trabalho, sou o primeiro a levantar-me para aplaudir de pé.

Quero falar sobre um espírita, mas não quero que o artigo pareça que o Alamar está apenas falando bem de um amigo, de alguém que pessoalmente ele gosta, já que é muito fácil as pessoas chegarem a esta conclusão. Eu vou colocar argumentos aqui, para raciocínio, já que faço muito esforço para desenvolver os meus escritos com a máxima lógica possível, que vão dar respaldo ao que escreverei, para não ficar como simples elogio barato.

É você quem vai tirar a conclusão.

Por que divulgar o espiritismo é fundamental?

Eu não vou citar a recomendação de Kardec, no livro "Obras Póstumas", porque já percebi que os espíritas não dão a menor bola para este livro, ele praticamente não é citado em centro espírita nenhum, raro é o artigo onde alguém faz referências a ele e sabemos que 92% dos espíritas (inclusive dirigentes) não o conhecem, a não ser a sua capa, já que está exposto em alguma raras livrarias. Não vou procurar convencer ninguém, também, com a recomendação do Emmanuel que sugere que "a maior Caridade que podemos fazer, em relação ao Espiritismo, é a sua divulgação". Vou convidar a raciocinar.

Muitos espíritas, além de omissos em relação a divulgação da doutrina, não fazem a menor questão de divulgar, porque acham que isto não é prioridade, não dão apoio nenhum a quem o faz e, muito pelo contrário, se puderem dificultar, dificultam. Em suas cabeças, as quatro paredes dos centros espíritas é o suficiente para que o mundo tome conhecimento da Doutrina, e nada mais é preciso.

Os protestantes, sem muita disposição para o raciocínio, costumam afirmar que só serão salvas aquelas pessoas que "aceitaram" Jesus, em uma das suas igrejas, o que implica, pela lógica, que todas aquelas que não fizeram esta aceitação estarão condenadas ao tal fogo eterno do inferno, no dia do tal juízo final.

Diante desse conceito, a lógica nos faz concluir que:

1) Todas as pessoas que viveram de 2000 anos para trás, ou seja, as que viveram antes de Jesus, estarão condenadas ao tal fogo eterno, porque elas nunca o conheceram, já que ele não existia.

2) Bilhões de pessoas que viveram e as que continuam a viver, mesmo depois de Jesus, na Índia, na China, no mundo islâmico, certamente estarão condenadas ao tal fogo, porque não o conheceram.

Você vê lógica, então, nesta afirmativa? Não quero que concordem com o Alamar, quero que tirem conclusão própria com a sua capacidade de discernir.

Partindo da argumentação desses espíritas, que se dizem entendidos na doutrina, e afirmam que as quatro paredes dos centros espíritas é o suficiente, eu pergunto:

E as pessoas que moram em cidades que não tem centros espíritas?

E aquelas que não tem um centro em seus bairros e nem próximos às suas casas, que enfrentam muita dificuldade em deslocamento a um centro?

E aquelas que gostariam de ir a um centro espírita, mas os disponíveis na cidade só abrem a noite, em horário que elas estão no colégio ou na faculdade?

E as que são idosas, não tem carro e nem tem que as leve?

Vejam, agora, este questionamento:

Quem é espírita, isto é, quem estudou e entendeu a doutrina espírita, jamais pratica o suicídio, o aborto ou assassina alguém. Claro, né?

Não é que deixe de fazer estas coisas por medo ou por obediência às leis humanas; não faz porque tem consciência das conseqüências que, inevitavelmente, advirão.

Eu sei destas coisas, você também sabe. Nós sabemos que a reencarnação é um fato e não apenas cremos que ela existe, nós sabemos que não somos limitados apenas ao corpo carnal, que o sobrevivemos, que continuaremos a nosso tarefa, normalmente, por milênios e milênios e não temos como esconder nada, porque tudo é revelado no mundo espiritual, que é o nosso verdadeiro mundo.

Que tipo de coerência teríamos nós, conhecedores do Espiritismo, em omitir estes conhecimentos para o grande público, sabendo que eles aliviam, acalmam, enxugam lágrimas, evitam angústias e depressões, promovem esclarecimentos e reforma moral, consequentemente levam as pessoas a evitarem a prática do mal para si e para o seu próximo?

Diante destes argumentos, com toda segurança, eu afirmo que o Espírita que não divulga o Espiritismo é um egoísta, omisso, inconsequentemente e indiferente para com o sofrimento do seu próximo. Quem quiser ficar com raiva, que fique, quem quiser dizer que o Alamar quer que todo mundo pense igual a ele, que diga, mas isto não é só conversa do Alamar não, é fato que a sua consciência, mais cedo ou mais tarde, vai lhe cobrar.

Omissão em relação a divulgação

A grande maioria do movimento espírita nunca deu a menor bola para a divulgação da doutrina e, muito pelo contrário, sempre dificultou o trabalho daqueles que optaram por esse tipo de tarefa, como trabalho espírita.

Não vou, novamente, citar as dificuldades enfrentadas por Luiz Olympio Teles de Menezes, Cairbar Schutel, Leopoldo Machado, Deolindo Amorim, Augusto Cezar Vannucci e todos os outros que quiseram levar o Espiritismo para o grande público, porque isto daria um livro.

A FEB possui a sua revista REFORMADOR, que é secular. Mas ela é voltada para dentro do movimento espírita, enviada sempre para as mesmas pessoas. Não tem qualquer proposta de falar ao grande público e todas as tentativas de mudar o seu direcionamento foram recusadas. Tem que ser aquilo mesmo, por séculos e séculos, amém.

Outros periódicos, também antigos, como a Revista Internacional de Espiritismo, são dirigidas ao movimento espírita.

Deolindo Amorim criou uma instituição chamada ABRAJEE, que significava Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores Espíritas, instituição essa que conseguiu assento no Conselho Federativo Nacional, da FEB, mas ninguém nunca deu a menor bola para ela e o que ela falava nessas reuniões, entrava num ouvido e saía noutro, já que nunca era considerado relevante. A ABRAJEE nunca, em época nenhuma, realizou qualquer iniciativa de um jornal voltado ao grande público.

De repente criaram a ABRADE, Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, que é a continuação dela, mais ampla, não se limitando apenas a jornalistas, mas abrindo-se para abrigar todos os divulgadores, inclusive no campo do rádio, da televisão e de todos os meios de divulgação. Eu participei de algumas reuniões do Conselho Federativo Nacional, da FEB, com os olhos bem abertos, e percebi que continuava do mesmo jeito como no tempo da ABRAJEE. Ninguém dava a menor bola para ela. As representações da ABRADE, em cada estado, são as ADEs: ADE São Paulo, ADE Rio de Janeiro, ADE Bahia, ADE Pernambuco... etc... Procure se informar se existe algum estado onde a Federativa local dá algum apoio para a sua ADE. Creio que mais de 98% dos espíritas locais nem sabem que ela existe. Não dão a menor bola, não há apoio nenhum.

Em que pese ser uma instituição que tem gente competente em seu quadro, inclusive vários amigos muito queridos, a ABRADE nunca realizou absolutamente nada em termos de veículo de divulgação do Espiritismo, em nível nacional. Nem uma Web Rádio, que é uma das coisas mais fáceis de fazer, ela teve. Lamentavelmente se resume a grupos de discussões na internet, através de e-mails.

Por que isto? Porque ninguém dá bola.

Está certo isto?

Claro que não. A ABRADE deveria ter, no mínimo, um bom jornal, de circulação nacional, em todas as bancas de revistas, uma boa revista, no mínimo uma rádio via satélite e também uma televisão ou, pelo menos, um programa numa das redes de televisão abertas.

Nestor Masotti começou a mudar isto

Exatamente. O atual Presidente da Federação Espírita Brasileira, Nestor João Masotti, que, pela graça de Deus, é também o Secretário Geral do Conselho Espírita Internacional, numa visão diferenciada do dirigente espírita comum, resolveu não ser apenas mais um presidente da FEB e sim o presidente da FEB, que marcaria a sua gestão com algo revolucionário: Resolveu investir na divulgação da doutrina.

Em princípio, no exercício da sua autêntica humildade, reconheceu a importância que teve a revista "Visão Espírita", na história da divulgação do Espiritismo e foi a Salvador buscar o artista que fez aquela revista bonita, o peruano Luis Hu Rivas, levando-o para a FEB, colocando-o ao seu lado para desenvolver projetos de divulgação ABRANGENTE do Espiritismo.

Na nova visão, eles tentaram mudar a cara da revista REFORMADOR, tirando o cheiro de mofo, dando um visual mais atraente e com idéias de levá-la ao grande público. NÃO DEIXARAM!!!

Pois é. A FEB, em que pese ter um presidente, tem também um conselho diretor constituído por pessoas e por pessoas. Alguns com visões avançadas, mas outros com visões altamente conservadoras, acomodados e bem cheirando a mofo. Esses não deixaram nem que o extraordinário artista Luis Hu Rivas chegasse perto de O REFORMADOR.

É como se no mundo tecnológico tivesse donos que se acomodassem com o rádio a válvulas e não permitissem a evolução dos transistores e dos modernos circuitos integrados.

Aí o Nestor fez o Luis Hu Rivas pertencer ao Conselho Espírita Internacional, instituição que só tem 3 diretores: Ele, o Cezar Perri de Carvalho, que é também um homem de visão, e o João Pinto Rabelo, outro companheiro de visão avançada estão mudando os conceitos acerca da divulgação.

Há três anos eu estive em Brasília e, como sempre faço, quando vou à capital federal, visito a FEB. Fui ver o meu amigo Nestor, para aquele bom bate papo, quando ele me disse que eu cheguei na hora certa, porque queria mesmo conversar comigo, acerca de tecnologia de TV e rádio via satélite.

Ele não entrou na onda daqueles que fingem que não sabem que o Alamar é, de fato, o pioneiro neste assunto, no Mundo e, modéstia a parte, uma das pessoas que mais conhecem televisão via satélite, inclusive tecnicamente, neste País. Desculpem, mais uma vez, mas não sou adepto da humildade teatralizada.

Conversamos uma tarde inteira, expliquei para ele tudo sobre televisão vai satélite, o que é banda C, o que é banda KU, como funciona, como se instala, como são os satélites, o que deve o que não deve ser feito, tecnicamente... e foi uma beleza. Ele pediu para que eu passasse tudo a relatório e fiz um escrito, enorme, com muitas páginas para ele.

O Luis Hu Rivas (foto ao lado) criou a TV CEI, inicialmente uma iniciativa em Web TV, restrita ao público de internet, e, com ajuda do Joseval Júnior, filho do Joseval Carneiro e da Beré, lá de Salvador, levaram o projeto em frente, desenvolvendo um grande trabalho. Valeu muito como experiência para eles.

Muitas pessoas, não espíritas, tomaram conhecimento de coisas do Espiritismo pela internet, graças ao trabalho da TV CEI.

Mas não poderia ficar só naquilo. A meta era a televisão via satélite.

Nestor, Cezar Perri e Rabelo sempre estiveram afinados no mesmo ideal. Não teve aquele negócio de metade ser a favor e a outra metade jogar contra e promover todo tipo de estratégia para que o projeto não se realizasse, como muito acontece por aí.

Eles valorizaram o artista!!!! Não importa se ele é jovem e muito menos se é peruano, o importante é que tem competência. Além disto, conhece a doutrina.

Por isto apoiaram, investiram e fizeram realidade a TV CEI.

Conversei com eles, semana passada, no Congresso da USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), realizado na maravilhosa cidade de Serra Negra, e verifiquei o entusiasmo nos seus rostos. Divaldo Franco estava alegre, Raul Teixeira também, a Júlia Nezu, Antonio Baleeiro, meu querido amigo presidente da USE e todo mundo numa felicidade enorme.

Mas eu fiz uma pergunta que os desconcertou:

- "A TV CEI está tendo apoio unânime da diretoria da FEB?"

Eles não me deram resposta sobre isto, desconversaram, mudaram de assunto mas, já que eu não sou besta e estudo muito a Psicologia, não tive dificuldade nenhuma em perceber que a resposta já estava dada.

Já que eu queria certificar-me desta informação, procurei por outras pessoas que reconheço como bem informadas e não tiveram papas na língua em me dar a informação:

- "Não, Alamar. A TV CEI não está tendo apoio total da FEB. Tem muita gente contra, que não quer nem ouvir falar da TV CEI, inclusive bastante chateada com a iniciativa, sob a argumentação de que é coisa para atender a vaidade de alguns".

Graças a Deus o Alamar, aqui, tem independência total e absoluta para falar o que quer, já que não está submisso a nada e nem a ninguém (tenho pago caro por isto, mas não abro mão).

Não são apenas alguns membros da FEB que ainda mantém essa visão estreita e radical, muitos outros dirigentes espíritas, em todos os lugares, do Brasil e do Exterior, também pensam desta maneira e, certamente, vão fingir que não estão vendo a TV CEI e não farão o menor esforço para que os freqüentadores dos "seus" centros espíritas tomem conhecimento dela.

Ser contra uma iniciativa desta é uma maneira explícita de praticar o egoísmo e a indiferença, em que pese esses se dizerem defensores da pureza doutrinária.

Essa argumentação de que grandes realizações no movimento espírita são feitas para estimular a vaidade de confrades, é absurda, insensata, cruel e desumana, em que pese existirem, de fato, alguns companheiros que, de fato, gostam de confetes e necessitam de estar em evidência.

Há espíritas que acusam o Divaldo de ser vaidoso, acusação essa que emprestam também ao José Raul Teixeira e a todos aqueles que despertam o carinho do público. De fato, o Divaldo gosta de se vestir bem, de se apresentar dignamente às pessoas, não é adepto daquela palhaçada de se fingir humilde pra ninguém, cuida do seu cabelo... (Falar nisto, no penúltimo programa TRANSIÇÃO que ele participou, na Rede TV, ele tava com uma gravata e um paletó pra ninguém botar defeito. Eu conversei com ele, no último sábado, a respeito daquela gravata, que foi uma beleza)... e não é por causa disto que ele e o Raul, que também não abre mão de se apresentar bem, devem ser considerados vaidosos.

Na realidade, sabe o que é que incomoda?

É que muitos não conseguem ser aplaudidos de pé, calorosamente, por platéias enormes, no Brasil e no exterior, como eles conseguem e nem se vêem diante de filas enormes para abraços, manifestações carinhosas e fotografias como eles conseguem.

Eles não vivem em busca disto, gente!!! o que acontece é conseqüência do grande trabalho que eles realizam.

Afirmar que o Nestor Masotti fez a TV CEI por questão de vaidade é de uma pequenez fora do comum. Quem conhece o Nestor, como eu conheço, sabe o quanto ele é um homem autenticamente simples, humilde de verdade, digno, correto, honesto, sensato e não omisso.

Será possível que essas pessoas não enxergam o quanto um empreendimento deste vai penetrar em lares que normalmente os centros espíritas não chegam?

Eu não falo isto como achismo não, eu não estou colocando aqui uma simples falação do Alamar não, eu estou falando de cátedra, porque conheço, porque tenho experiência, porque tenho vivenciado isto ao longo de todos estes anos.

Só em um item eu posso passar um exemplo extraordinário: Tenho contabilizado mais de 30 crianças que foram registradas como o nome "Alamar" ou "Régis", em homenagem a um apresentador de televisão que, "por acaso", estava falando sobre o aborto e, "por acaso", a mãe assistiu na véspera de abortar e desistiu. Há crianças, também, registradas como o nome de "Alberto", em homenagem ao Dr. Alberto Almeida, que foi o primeiro entrevistado do programa a falar sobre aborto. Tem uma garotinha, no interior de Minas, registrada com o nome de "Alamara" (tremendo mau gosto da mãe, mas tá registrada).

Será que isto não é relevante?

O número de suicídios evitados é também impressionante.

Entre os meus amigos, para os quais envio meus artigos ESPÍRITAS (aqueles que tem a foto do Kardec em cima), constam quase 200 padres, mais de 1000 freiras, quase 40 bispos e um cardeal, todos eles que lêem livros espíritas, alguns até na hora da missa.

Será que isto não significa nada?

São essas coisas que a TV CEI vai proporcionar, porque com certeza ela vai ser canal de muitas operadoras de TV a cabo neste país, além de chegar "por acaso" na casa de muita gente, pelo satélite.

Como é que pode um dirigente espírita ser contra uma iniciativa desta?

Onde está o juízo de um espírita desse, principalmente quando ostentando o cargo de diretor de uma federativa espírita?

Vamos incentivar os divulgadores do Espiritismo

A TV CEI está aí, é realidade, a TV Mundo Maior também, são duas emissoras espíritas via satélite, o que é a realização de um sonho e, daqui a pouco, o Alamar volta também, com a sua TV, no seu estilo. Seremos três. Tudo indica que outros grupos tomarão a mesma iniciativa.

Vamos apoiar isto, gente, porque o apoio emprestado a estas iniciativas é fundamental para espíritas que entendem que a Caridade é algo relevante e importante no universo espírita.

Se você fica feliz no exercício da caridade, quando dá um prato de sopa a um pobre, que matará a sua fome por apenas algumas horas, que dirá do tamanho da felicidade que terá ao ver que uma televisão, que você ajuda, enviou uma mensagem que transformou a vida de uma pessoa, não apenas por algumas horas mas definitivamente, livrando-a do egoísmo, do orgulho, da depressão e de tantos motivos que fazem as pessoas sofrerem por conta da desinformação das coisas espirituais.

Será que não é bem mais relevante?

Não alimentemos essa idéia maluca e insensata, de alguns espíritas, que vêem toda idéia de divulgar a doutrina espírita como vaidade de alguém porque, no fundo, quem é vaidoso é ele, que tenta transferir essa sua imperfeição para os outros.

Coloquemos a luz do Espiritismo no ponto mais alto do velador, como está fazendo Nestor Masotti, Luis Hu Rivas, Cezar Perri e Rabelo, pelo Conselho Espírita Internacional.

E atenção, amigos do exterior:

Conforme o nível de apoio, a TV CEI pode chegar também à Europa, a maior parte dos Estados Unidos e toda a América Latina, tudo isto via satélite, desde que tenha recursos para estar, também, em outro satélite de abrangência internacional.

Com muita alegria,

Abração, Gente!

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

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