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11 maio 2010

O eu, o nós e as muletas morais

Eu já escrevi sobre este assunto, há muito tempo, todavia acho interessante voltar a falar sobre ele, por algumas razões que acho relevantes: A primeira delas é o surgimento de um número considerável de novos leitores, no decorrer destes anos, desde quando escrevi da outra vez, a outra é porque acho que há necessidade de repensarmos alguns modelos de comportamentos que a sociedade adota, pautados na evolução de fachada, na humildade teatralizada, no sofisma e, para ser bem mais claro, na frescura mesmo. E haja hipocrisia.

Vivemos uma época de modismos descartáveis, aliás, as modas sempre são descartáveis, porque as utilizamos hoje e, de repente, deixa de ser moda e nos vemos obrigados a adotar as novas que surgem.

Eu não consigo ser eu mesmo, porque me vejo na necessidade de ser fantoche da sociedade, obrigando-me a vestir-me conforme todo mundo veste, a comportar-me conforme todo mundo quer que eu comporte e a também falar da forma como todo mundo está falando.