19 novembro 2008

Religiosos bobos do movimento espírita

Que também parece não terem o que fazer.

Escrevi as duas matérias recentes, “Religiosos que não têm o que fazer” e “O problema dos religiosos insensatos”, matérias voltadas para o público em geral, posto que o universo de leitores é constituído por pessoas de todos os credos.

A iniciativa de tocar neste assunto, falando da chatice de muitos religiosos, está tendo uma repercussão além das minhas expectativas: pedidos diversos de autorizações para transcreverem as matérias, em jornais, sites e grupos de discussões católicos; vários padres e freiras trazendo mensagens carinhosas pedindo para constarem os seus e-mails em minha agenda, para receberem os meus artigos (protestantes também) e até convites para iniciarmos uma espécie de associação nacional, supra-religiosa, onde pessoas afins com as idéias expostas nos artigos possam estar congregadas e em constante trocas de idéias.

Acho que chegou a hora do: “abaixo a submissão a quem quer que seja”.

Nesse ínterim, muitas sugestões para que eu aborde a questão em referência ao movimento espírita, o que eu já estava disposto a fazer, sem sombras de dúvidas. Opa! A hora é esta.
É bom, inicialmente, lembrarmos que o universo espírita está contido no universo das pessoas em geral e não há nada de especial, em que pese a Doutrina Espírita nos fornecer subsídios para que sejamos especiais, em relação à criatura comum, haja vista a excelência do Espiritismo.
Mas já que o assunto do momento é o “chato religioso”, quero falar aqui sobre o “chato espírita”, que é outro que também enche a paciência de muita gente em nosso movimento.
Conforme você sabe, o crente chato diz que nós espíritas estamos condenados ao inferno, porque a “palavra de deus” condena o Espiritismo, porque no livro de Hebreus consta o tal “o homem só morre uma vez”, em Deuteronômio 18 consta... e por aí vai. Enfim, para ele não existe verdade nenhuma além da Bíblia e tudo o que alguém falar ou praticar, mas não constar da Bíblia, é coisa do demônio, e dever ser condenado.
O chato espírita faz exatamente a mesma coisa: Fora de Kardec, não há salvação... ou melhor, fora da tradução das obras básicas que ele tem, não existe salvação, está tudo errado e tem que ser, também, condenado.
Esse negócio de condenações, nos segmentos religiosos, inclusive no movimento espírita, é algo repugnante e que todos nós temos que, veementemente, dizer NÃO.
Nas matérias que dirigi ao público em geral, citei a intolerância protestante em relação aos católicos, pelo fato deles amarem excessivamente a Maria, a que foi mãe de Jesus, alguns chegando inclusive a ter manifestações de raiva dela. É um absurdo, mas existe. De fato, existe a mariolatria no segmento católico e ninguém pode negar isto. Mas é bom relembrar que eles têm o direito de crer, como acham que deve ser.
O que é lamentável é a incapacidade de entenderem que entre eles e os católicos há muito mais pontos convergentes do que divergentes, razão pela qual deveriam se amarem bem mais, e até trabalharem juntos pela divulgação do nome do próprio Jesus, para as pessoas que realmente precisam, que são os ladrões, corruptos, assassinos, torturadores, estupradores, gananciosos, bancos, orgulhosos, egoístas, praticantes de abortos, suicidas e todo malfeitor que faz o mal, por causa da ignorância.
Mas acham mais importante viverem uns criticando e atacando os outros.
No meio espírita acontece exatamente a mesma coisa.
Existe um segmento de intelectualóides, que vive em constante e permanente luta contra as obras de J. B. Roustaing, contra as obras de Ramatis, contra Pietro Ubaldi, contra quem usa música em centro, contra quem sorri e aplaude, contra quem usa gravata colorida, contra a FEB, contra Bezerra de Menezes... enfim, um segmento extremamente chato e inútil, que defende uma tal “verdade”, do mesmo jeito que os crentes defendem o que eles chamam de “Palavra de Deus”.
O chato espírita é incapaz de envolver-se em bom senso, por algum momento, e refletir, mais ou menos assim:
Se a obra de Roustaing, composta por 4 livros grossos, contém tanta coisa boa, tanto ensinamento maravilhoso e também divulga o amor do Cristo, que coerência tenho eu, em condená-la TOTALMENTE, só porque consta uma ou outra citação que eu discordo?
A mesma linha de raciocínio deve ter em relação a Ramatis, Pietro Ubaldi e outros.
Mas esse bom senso não existe, e haja considerarem o autor como inimigo de Kardec, opositor a Kardec, do mesmo jeito que os protestantes consideram nós espíritas como inimigos de Jesus.
A mania que têm em colocarem adjetivos “desqualificativos” nas pessoas, que discordam dos seus pensamentos, é algo impressionante: É um impostor, é inimigo, é detrator, é opositor, é um mau que precisa ser extirpado... e por aí vai.
E a intolerância, não precisa ser extirpada não?
O chato espírita, na sua posição de quem não tem o que fazer, se incomoda com tudo: Com as roupas das pessoas que vão ao centro, com as jóias e bijouterias das mulheres, com as maquiagens, com pessoas que estão sorrindo, com pessoa que vai ao centro calçada com as legítimas havianas (aquelas que não deformam, não tem cheiro e nem soltam as tiras)... enfim, o chato espírita é chato ao extremo. Mas diz que faz tudo aquilo, em nome da “pureza” doutrinária.
Vale lembrar que o Thomaz de Torquemada e seus asseclas também torturavam e queimavam pessoas vivas, na vergonhosa prática da inquisição, usando exatamente o mesmo argumento de defesa da tal “pureza” doutrinária do Santo Ofício.
Mas eu falava, nas matérias, que os autênticos cristãos, independentemente da rotulação a que pertencessem, deveriam se unir com todos os demais, a fim de lutarem contra os verdadeiros males da Terra, contra os verdadeiros bandidos, contra as verdadeiras mazelas morais que tanto prejudicam a criatura humana e o meio ambiente.
Não seria mais inteligente que todos os espíritas parassem com essas palhaçadas ridículas (é isto mesmo que quero dizer: palhaçadas ridículas) e observassem que entre os seus confrades há muito mais pontos comuns, incomparavelmente mais pontos positivos e convergentes do que divergentes?
Mas não, optam por atacarem, guerrearem e caluniarem.
Lembro-me do tempo que vivi em Belém do Pará, ainda com pouca experiência e pouco conhecimento espírita, porém já me disponibilizando como trabalhador na área da divulgação, quando determinadas lideranças do chamado movimento espírita “organizado” me repreendiam, com dedo na cara (não é força de expressão não, gente, era dedo na cara mesmo, com toda veemência) por causa da minha amizade com o Hélio da Silveira Pinto (aquele que é autor do livro “Já Estava Escrito”), pelo simples fato dele ser adepto das idéias de Roustaing.
Vejam bem: O Hélio nunca foi bandido, ladrão, assaltante, criminoso, assassino, imoral, indecente, safado, canalha... enfim, nada disto. Muito pelo contrário, sempre foi até chato demais, como ainda é, quanto a conduta moral.
Mas o detalhezinho de gostar de Roustaing, era motivo para muita gente odiá-lo, assim como é, até hoje, discriminado e até proibido de fazer palestras na maioria dos centros espíritas do Pará, em que pese a sua extraordinária experiência e o seu valiozíssimo conhecimento.
Eu estava no Rio de Janeiro, por ocasião do funeral do corpo que o meu amigo Altivo Pamphiro utilizou, e, em determinado momento, fui em direção de um outro seu dileto amigo, também presente, o Luciano dos Anjos, e fiquei algum tempo conversando com ele. Foi o meu primeiro contato com o Luciano.
Observei outro grupo de amigos reunido, em outro lado da sala, quando dois faziam insistentes sinais para mim, como se estivessem me alertando contra alguma coisa.
Ao despedir-me do companheiro, fui até lá, quando:

“Alamar. Você sabe quem é aquele cara, que você estava conversando?” (isto mesmo, referiu-se ao Luciano como aquele cara.

“Aquele é o Luciano dos Anjos, rapaz! Olhe, tenha muito cuidado, porque não fica bem para você, pelo nome que tem, ficar próximo dele não.”

Gente. Eu não acreditava no que estava ouvindo.
Estaria eu em relação com algum perigoso traficante de drogas do Rio de Janeiro?
Não, meu amigo, eu apenas estava conversando com um homem que é conhecido no Brasil como o maior defensor das obras de Roustaing e não defensor do tráfico de drogas, da prática do aborto e de outros crimes. Um homem honesto, digno e decente.
Uai, por que tanta intolerância?
O espírita chato é repugnante, gente! Exatamente igual ao crente, dos mais radicais.
Assim como o crente, na intenção de denegrir bem a imagem do Espiritismo, inventa que os espíritas são envolvidos com necromancia, cartomancia, feitiçaria, macumba e até matanças de animais e de crianças, coisas horrorosas que nunca tiveram a ver com o Espiritismo, todos sabemos disto, o espírita chato faz exatamente a mesma coisa para denegrir a imagem de outro espírita, o qual ele não gosta.
Por inveja do sucesso de Medrado, por exemplo, inventaram para o Brasil que ele estava fazendo casamento espírita na Cidade da Luz, obrigando os freqüentadores a se casarem em seu centro, sob sacramento dado por ele, como se fosse um padre espírita, quando na realidade não foi nada disto o que aconteceu, eu já disse em outro artigo.
Por considerarem Divaldo como sendo um concorrente do ídolo Chico Xavier, inventaram a estúpida estória dos plágios, que deu naquela matéria do Fantástico, tentando destruir a sua imagem.
Quando eu lancei a histórica e revolucionária revista “Visão Espírita”, linda e maravilhosa, em todas bancas de revistas do Brasil, coisa que nunca aconteceu igual na história da divulgação espírita no mundo, tendo chegado a imprimir 100 mil exemplares por mês, a mesma coisa aconteceu: Houve quem dissesse que a revista tinha o Antonio Carlos Magalhães por trás, que as suas cores era uma agressão à humildade, que o seu idealizador COM CERTEZA tinha pretensões políticas... e um monte de coisas, para justificar a proibição da sua circulação em muitos centros.
O chato religioso, incluindo o chato espírita, não se conforma apenas em discordar de alguns pontos do seu confrade, ele condena POR INTEIRO o seu confrade e tudo faz para destruir a sua imagem, a fim de mandá-lo para as profundezas do inferno.
Por que isto?
Tem que ser assim?
Que tipo de Jesus existe na vida de criaturas desse perfil?
Que diabo de doutrina é essa, que eles se dizem seguidores, e que fazem tanta questão de defender a sua PUREZA??? Vejam bem, gente: Pureeeeeezaaaaaaa!!!!!!
Existe alguma pureza do Espiritismo que seja mais pura do que seguir aquele que, para nós, é o maior Modelo e Guia, que é Jesus, segundo nos recomendam os Espíritos da Codificação?
Afinal, Jesus ensinou o “amai-vos uns aos outros” ou o “armai-vos uns contra os outros”?
Sugiro aos queridos amigos espíritas que atentemos todos contra essa figura repugnável, do nosso meio, que é o chato espírita. Que entendamos, sim, os seus problemas, as suas inferioridades espirituais, que compreendamos esse seu desequilíbrio em se comportar desta maneira e até oremos por ele, sem dúvida alguma; mas não temos qualquer obrigação de, em nome da “humildade” e da “caridade”, suportar calados as suas chatices, inconveniências, arrogâncias e presunção, não temos porque vivermos a dizer sim para esse tipo de perturbado, porque o NÃO é também importante na relação humana, devemos ter firmeza e segurança em repudiar esse tipo de praga do nosso movimento.

- “Serjão não fala, nunca mais, em nosso centro, porque um dia ele disse isto e aquilo”.
- “João está proibido de falar em nossa rádio e em nossa tv, porque botou a foto da dona Zíbia Gasparetto na sua revista e também disse isto e aquilo. Proibamos até de falar em seu nome em nossas emissoras.”
- “Estevão está proibido de falar neste centro, porque separou-se da mulher e hoje vive com uma menina mais nova”.
- “Márcia está proibida de participar dos trabalhos da casa, porque disseram que ela está namorando com fulano”.
Ora, vão caçar o que fazer!
O chato espírita tem umas características, bastante interessantes:
Quando um grande expositor está fazendo uma palestra, geralmente para um grande público, ele fica na expectativa de algum erro de português, alguma data citada errada, enfim, alguma falha, por menor que seja, para sair comentando. Nada de bom é levado em consideração, 99% de coisas boas faladas, para ele, são irrelevantes, porque entraram num ouvido e saíram noutro, e apenas 1% de possível equívoco, já que ninguém é perfeito e muito menos infalível, é o que importa.
A forma é o que importa, conteúdo é relegado a último plano.
É por isto que esse tipo de “cristão” cria confusões religiosas com os outros, como os crentes que implicam com os católicos por causa dos cultos à Maria, reage contra os espíritas, por causa da reencarnação e do intercâmbio mediúnico e vários outros tipos de intolerâncias.
No exemplar muito comum, em nosso movimento, ele faz a mesma coisa com espíritas que não pensam exatamente como ele.
Diante de todo este problema, o que devemos fazer? Procurar eliminar, de alguma forma, a figura do espírita chato?
Não, nada disto. Assim como devemos ignorar o religioso chato, em geral, devemos fazer o mesmo em relação ao espírita chato, não dando a menor bola pra ele, não nos calando quando ele começar a abrir a boca para falar as suas bobagens “fraternas”, e não nos intimidando nunca!
Esse negócio de ficar calado, em nome da humildade e da caridade, sabe o que significa? OMISSÃO.
A proposta dos artigos anteriores, enviados ao grande público, era um convite ao RACIOCÍNIO por parte dos que se acham Cristãos, para que tenham um pouco mais de inteligência nessa coisa de divulgar Jesus, sem serem chatos, inconvenientes e, sobretudo, passarem exemplos de relacionamento com próximo, totalmente incompatíveis com o que ensinou Jesus.
Que moral tem alguém para convencer alguém a “aceitar” a idéia Jesus, praticando violência e intolerância?
O mesmo eu sugiro a determinados companheiros espíritas, para que deixem de ser chatos e contraditórios em relação a doutrina que nos orienta.
O pior cego não é o que não quer enxergar não, é o que não faz o menor esforço em enxergar.

Abração a todos.

Analista de Sistemas e Escritor
alamar@redevisao.net
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ORKUT "alamarregis"

17 novembro 2008

O grande problema dos religiosos insensatos

Prejudicam mais do que ajudam

Você já deve ter passado por esta experiência:Quando algumas pessoas começam a citar Jesus, muitos reagem mais ou menos desta maneira: “Ih, já vem com esse papo de crente” e outras reações, nada agradáveis, demonstrando claramente que não estão a fim de conversarem sobre o assunto.
Eu escrevi recentemente a matéria “Religiosos que não têm o que fazer”, que está tendo uma repercussão enorme, bem maior que aquilo que eu poderia prever. E-mails têm chegado por parte de várias pessoas, inclusive muitas que não são, normalmente, leitoras minhas, mas que receberam a matéria retransmitida por amigos comuns, inclusive alguns padres e pastores que receberam e me escreveram, carinhosamente, pedindo para que eu desenvolvesse mais o assunto, por ser muito oportuno e convidativo para reflexão (segundo eles), em todos os segmentos religiosos.
É óbvio que alguns perturbados, também, mandaram e-mails, (muito poucos) exatamente aqueles que, certamente, a carapuça serviu à cabeça, porque não fazem outra coisa senão infernizar a vida dos outros com a religião aplicada de forma inconveniente, impositiva e chata.
O objetivo da matéria foi o de convidar as religiões diversas a adotarem posturas mais racionais, em relação ao mundo, posto que a humanidade atual está bem mais racional e observadora, não engolindo com tanta facilidade assim tanta teoria que lhe é apresentada, sem resultados práticos, pelo menos satisfatórios.
Que moral tenho eu para pregar Paz, se não tenho qualquer afinidade com a Paz e, principalmente, se não tenho a Paz em mim?
Como posso falar em coerência, se não vivo coerentemente?
Como posso pregar Jesus, se costumeiramente vivo presunçosamente a julgar os outros, a condenar, a olhar argueiro nos olhos alheios e a fazer às pessoas aquilo que, com certeza, eu não quero que ninguém faça comigo?
Não é uma tremenda contradição?
Numa linguagem bem popular: não é um tremendo cinismo e até falta de vergonha na cara?
A quem eu pretendo enganar? Será que a inteligência de todas as pessoas é tão tacanha, a ponto de engolir-me como pessoa valorosa se, em verdade, espiritualmente eu também estou mergulhado na lama?
Cego não pode guiar cego.
É isto que muitos religiosos, ou fanáticos por religiões, não entendem.
Todos sabemos que determinadas criaturas adotam uma ou outra religião e, por causa disto, passam a se acharem a coisa mais pura e maravilhosa do mundo, se auto concebendo possuidoras de afinidade total e direta com Deus, até mesmo acreditando ter super-proteção, salvação garantida e lugar assegurado no Céu, à direita de Deus Pai. Eu não consigo entender por quais razões não poderá ficar ninguém à esquerda de Deus, se é que além das limitações da Terra seja possível existir direita, esquerda, acima, abaixo... Mas não é o objetivo da análise aqui.
A incoerência de determinados religiosos é enorme, mas parece que eles não se percebem.
Vejamos alguns exemplos:
Como pode alguém deixar de reconhecer a excelência que foi o Pastor Martin Luther King, para a humanidade, só porque foi ele um pastor protestante e o presunçoso julgador não gosta de nenhuma religião protestante?
Você já deve ter ouvido algumas pessoas dizerem que criaturas como Dom Hélder Câmara, Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá e inúmeros padres, freiras e bispos católicos, bons e maravilhosos, vão para o inferno, só porque não pertenceram à sua religião.
Como pode alguém deixar de reconhecer o extraordinário valor de um Chico Xavier, homem que viveu uma vida de amor ao seu próximo?
O pastor Luther King, no seu célebre discurso “eu tenho um sonho” disse o seguinte:
“Sonho com o dia em que as pessoas serão julgadas pelo seu caráter e não pela cor da sua pele”.
Será que não está na hora das pessoas começarem a refletir nesse extraordinário Evangélico e julgarem as outras, também, pelo caráter, pela conduta moral, pela dignidade e não pela rotulação religiosa?
Desde quando o rótulo religioso dá dignidade a alguém?
Do mesmo jeito que encontramos pessoas maravilhosas e íntegras em todas as religiões, encontramos, também, pessoas canalhas, safadas e sem vergonha em todas elas. Sempre foi assim, em toda história da humanidade. Qualquer pessoa que se dispuser a estudar a história das religiões, verá que em todas elas há registros de líderes que foram verdadeiros monstros, tamanho a perversidade espiritual que tiveram. Estou falando em líderes, que deveriam ter a obrigação de serem exemplos, e não de fiéis. Imagine em nível de fiéis.
Diante destes fatos, perguntamos:
Por que não há consenso entre as lideranças saudáveis, ou seja, aquelas lideranças sadias que existem em todas as religiões, aquelas que têm alguma inteligência a ponto de saberem que o importante é o conteúdo e não o rótulo, para desenvolverem algum trabalho em conjunto, pelo bem, pela moral autêntica e não a moral de aparência, pelos valores reais e não pelos valores formais, pelo Amor praticado e não pelo amor teorizado, pelo Jesus vivenciado e não pelo “jesus” da boca para fora, em benefício do processo de moralização da humanidade?
Eu vivenciei um exemplo maravilhoso, que se encaixa dentro disto:
No ano 1993, em Salvador, Bahia, o então Cardeal Primaz do Brasil e Arcebispo de Salvador, Dom Lucas Moreira Neves, um dos homens de maior dignidade que eu já conheci, convidou todas as lideranças religiosas da Bahia para uma conversa, a fim de sugerir a idéia de um projeto chamado “Pró Vida”, quando as experiências saudáveis, de todas as religiões, seriam colocadas, a fim de encontrarem a melhor conclusão sobre um formato de todos, unidos, lutarem pelo bem, pela vida e trabalhando contra o mal.
Vários segmentos religiosos disseram sim e aquiesceram ao convite dele, mas outros disseram não, veementemente, sob suposições as mais ridículas possíveis, de quais seriam os objetivos dele. Há muita gente armada, espiritualmente.
Jesus ensinou: “Amai-vos aos outros”, mas muitos religiosos entenderam assim: “armai-vos, uns contra os outros”.
Várias reuniões foram feitas e em todas elas ele participou com uma humildade extraordinária (falo na autêntica, porque há também a “humildade” fingida), ouviu todo mundo, tomou anotações, fez perguntas, elogiou experiências dos outros, recomendou aos seus padres auxiliares, também presentes, que atentassem bem para as experiências dos outros, finalmente encontraram um modelo notável, que colocaram em prática e resultados maravilhosos foram obtidos na capital baiana.
A idéia foi levada em frente?
Não, porque gente do seu próprio segmento religioso não concordava com ele e achava que pessoas de outras religiões deveriam ser mantidas a distância, porque devem ser consideradas sempre como inimigas.
Está certo isto, gente???????
Que nível rasteiro de inteligência tenho eu, se considero as pessoas de outras religiões como inimigas, só porque, em determinados pontos, não pensam exatamente como eu penso?
Não é um absurdo?
Dona Celeste e seu Isaías obrigaram a sua filha, Regina, a terminar o namoro de mais de dois anos com o bom rapaz Fernando, porque ele era de outra religião e não queria converter-se à sua, uma vez que um líder da sua igreja assim recomendou. A moça concordou com os pais e com a orientação da igreja, impôs ao quase noivo a converter-se, o que não foi aceito e o namoro foi rompido, apesar do amor e da fidelidade que ele tinha por ela.
Ela passou a namorar o Geraldo, por ser da mesma religião, (talvez um homem perfeito, na sua concepção e na dos seus pais) acreditando que teria um futuro de paz quando, anos depois, passou por grandes sofrimentos, por conta dos seus vícios, da sua maldade, violência, perversidade para com ela e com os vários filhos. Não era uma esposa, era um objeto de um macho, ou seja, uma coisa.
De repente, não se sabe o que passou pela sua cabeça, quando soube que o Fernando estava também casado, e muito bem casado, porém na condição de bom filho, bom marido, bom e carinhoso pai, não machista e um homem de um modelo que é sonho de qualquer mulher que tem juízo e um pouco de conteúdo cerebral na sua cabeça.
Religioso chato e inconveniente, não tem quem agüenta:
Quem é que gosta de escutar a sua campainha tocar, na hora do almoço, e quando vai atender a porta, percebe religiosos querendo converter a sua família e que, quando não atendidos, forçam a barra sob argumentações de que a pessoa está com o Satanás e que por causa dele não abre a porta?
Como você se sente ao andar pelas ruas do comércio da cidade e, de repente, ser abordado por uma suposta leitora de mão que, ridiculamente afirma que coisas ruins vão acontecer contigo, num processo estúpido de lhe amedrontar, só para forçar a barra e exigir que você aceite as suas conveniências?
É uma verdadeira apelação, que fazem alguns, quando diante dos sofrimentos e dificuldades de outros, vêm com aquele tipo de argumentação: “Você TEM QUE IR lá no centro, senão...”
Todo fanatismo é burro e mais idiota ainda se torna quem se deixa levar pelas apelações ridículas de outros.
Do mesmo jeito que perniciosos são os flamenguistas que odeiam vascaínos, e vice-versa, palmeirenses que odeiam corinthianos, e vice-versa, e outros verdadeiros fanáticos por futebol que promovem desordens e violência, vendo os torcedores dos outros times como inimigos, estúpidos, do mesmo nível, são também os religiosos que vêem os que pensam diferente, como seus inimigos.
Imagine se Deus discrimina pessoas, se vai ficar aborrecido com pessoas que cometem erros (quem não os comete?) e se vai ficar na dependência de desequilibrados para defendê-lo, portanto supostamente como seus soldados, atacando os outros.
Não pode ter coerência, nenhuma religião que tente lhe impor coisa alguma: “Você tem que fazer... você tem que... porque tem que ser assim e assado”. Somente pessoas de mente muito estreita se conformam, caladas, com o “porque sim” e o “porque não”, quando questionam alguma coisa.
Tem algo que todos devemos saber: Só se preocupa com a crença dos outros aquele que não tem segurança na sua.
Afinidade com Jesus, só tem mesmo aquele que se comporta, mais ou menos conforme os seus ensinamentos.
  • Quem é inconveniente, nada tem a ver com ele, porque ele nunca foi inconveniente.
  • Quem se acha no direito de julgar os outros, nada tem a ver com ele, porque ele nunca julgou ninguém e deixou bem claro o “não julgueis”.
  • Quem vive a apontar erros nos outros, também nada tem a ver com ele, já que foi ensinado: “antes de apontar o argueiro no olho alheio, preste atenção na trava que tem no seu”
  • Quem discrimina os outros, por motivos religiosos, nada tem a ver com ele, que nunca discriminou ninguém.
  • Quem fere, tortura e mata, em nome dele, está usando indevidamente o seu nome, certamente nada tem a ver com ele, que foi veementemente contra qualquer tipo de violência.

Quem cobra dos outros viverem conforme o seu Evangelho, mas certamente não vive nem um centésimo do que prega, nada tem a ver com ele que, durante toda a sua vida, foi rigoroso contra a hipocrisia.

Eu comecei a matéria dizendo que muita gente reage, quando alguns tentam falar em Jesus. Posso garantir que as reações não são por causa da proposta dele, são por causa da inconveniência, da chatice e da hipocrisia de muita gente que precisa entender que, ainda bem, nem todo mundo é bobo, de se deixar guiar por cegos.

Abração aos meus amigos Dom Aldo Pagotto, Dom Celso, Dom Ismael, Dom Vicente Joaquim Zico, Dom José Luiz Azcona e outros 31 bispos da minha lista de amigos; aos Padres José Linhares Ponte, Atílio Zamin, Miguel Martins, Carlos Macedo, Genaro, Celço Eissing, Hoffmann, Juarez e mais de 180 outros padres da minha lista de amigos; aos pastores Jerônimo Filho, da Assembléia de Deus; Josué Braga, da Batista; Sebastião Afonso, da Presbiteriana Fundamentalista; Daniel Nogueira, da Adventista e mais de 220 outros pastores; às Madres Celina Santana, Semíramis Borges e mais de 1100 freiras da minha lista de amigos, pela dignidade como conduzem as coisas do Cristo e pelo amor que vocês têm pelo próximo, entendendo que o compromisso com Jesus é incomparavelmente mais importante que os apegos a qualquer rotulação religiosa.

Carinhosamente.

Analista de Sistemas e Escritor

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ORKUT "alamarregis"

16 novembro 2008

Religiosos que não têm o que fazer

E são inúteis a Deus e a Jesus

Há muito tempo eu venho querendo escrever esta matéria, mas tenho deixado pra depois, pra depois... até que agora resolvi desenvolvê-la, haja vista o aumento da incidência de problemas relacionados a este tema.
Qual a idéia que você tem de religião?
Creio que, na cabeça da grande maioria das pessoas, religião deve ser coisa boa, não é? É algo que, na concepção de muita gente, tem a ver com Deus, (todas elas), com Jesus (as que se rotulam como Cristãs), com Maomé (os Muçulmanos), com Buda e com esses seres luminares que, conforme entende cada povo, são os intermediários de Deus (ou Alá) na relação conosco.
Pois é. Afinal de contas, religião é coisa boa? Quase todo o mundo acha que é.
Se é coisa boa, obviamente, implicitamente, as pessoas envolvidas com religião têm que ser necessariamente boas, não é verdade?
Têm que ser boas, dignas, honestas, humanas, fraternas, tolerantes, indulgentes, servidoras ao próximo... enfim, tudo isto que nós sabemos que se constitui em valores elevados.
Eu não estou me referindo especificamente aos líderes religiosos, aqueles que pregam “palavras” para o povo, para que esse povo siga os seus ensinamentos, como os padres, pastores, líderes espíritas, líderes mulçumanos, judeus etc. estou me referindo a eles, sim, mas também aos que se acham seguidores fervorosos das igrejas, sinagogas, mesquitas e congregações religiosas em geral.
Os líderes, que se apresentam como os condutores de “rebanhos”, teriam, mais do que todos, a obrigação de se conduzirem com mais coerência a essa dignidade, bondade e demais valores que todos esperamos da religião, não é verdade? Mas aqueles que vivem dentro de templos religiosos, portando livros que consideram sagrados, e até se disponibilizando a pregar para os outros, também teriam essa mesma obrigação de uma postura digna, pelo menos razoável.
Mas será que a gente vê isto na prática?
É esta a razão da matéria.
Gente, o que tem de religioso perturbado por este mundo afora, é algo impressionante. Não estou resumindo esta minha citação apenas ao segmento muçulmano que acha que a prática terrorista é agradável à Alá (denominação que dão a Deus), e sai por aí como homens bombas, praticando suicídios e até incentivando que os seus filhos se matem também, desde que tirem a vida de outros semelhantes, da forma mais violenta possível. Não estou aqui me referindo ao ódio interminável, de ambas as partes, praticado exatamente na terra que é considerada “santa”, por grande parte da humanidade que, sinceramente, não consigo entender que conceito de santidade esse.
Estou me referindo àqueles que estão mais perto de nós, os chamados seguidores de Jesus, já que o mundo muçulmano está bem distante e, antes de nos preocuparmos com eles, é bom que olhemos para o nosso próprio quintal.
O que significa pregar Jesus, divulgar Jesus, ensinar Jesus, aceitar Jesus... falar tanto em Jesus?
Obviamente ter adotado Jesus como o seu modelo de vivência em relação ao seu próximo, não é?
E será que os religiosos estão sendo coerentes quanto a isto?Não quero voltar o comentário para os números que demonstram:
“as guerras por motivos religiosos, já promoveram mais desgraças e mataram mais gente do que todas as outras guerras juntas, inclusive aquelas por motivos políticos”
e nem para relembrar um dos períodos mais estúpidos, ridículos e repugnantes, que foram os séculos de inquisição na Terra; quero enfocar é a lamentável guerra que a gente vê, hoje, nos dias atuais, pelos insensatos praticantes de religiões.
Conduzamo-nos com alguma inteligência e um pouco de coerência:
O materialismo ainda impera no mundo, o egoísmo e o orgulho ainda estão presentes na vida de muita gente, a raiva, o rancor, o ódio, a indiferença, a corrupção... enfim, todas as práticas indecentes e imorais vivenciadas por pessoas que não têm a menor idéia do que seja Deus e de quem seja Jesus.
O mundo ainda está cheio de gente ruim: ladrões, assassinos, matadores de aluguel, corruptos, corruptores, falsários, traficantes de drogas, traidores, agressores, estelionatários, terroristas, gente praticando abortos, suicidas, gananciosos, bancos, operadoras e cartões de crédito... enfim, existem inúmeras pessoas precisando ouvir e entender a “proposta Jesus” que, certamente explicada e sobretudo exemplificada, conduz muita gente à transformação moral e reforma íntima, que termina por construir homens novos.
Esta relação de bandidos que eu coloquei aí, não tem nada a ver com Jesus, sintonia zero com Deus e ignorância absoluta em relação aos valores espirituais e morais.
É aí que perguntamos:
Os religiosos, que dizem que têm Jesus em suas vidas, que aceitaram Jesus, que amam Jesus e até o concebem como sendo o próprio Deus, têm voltado as suas ações e dedicando as suas energias para trabalharem essas almas?
É claro que não, com raríssimas exceções.
Muitos estão preocupados é em atacar pessoas que já estão em outras religiões ou propostas filosóficas, que também têm certa afinidade com Jesus, que também já tem valores morais e espirituais bastante diferenciados dos bandidos citados, como se fossem verdadeiros inimigos.
Eu pesquiso muito esta questão religiosa, no que diz respeito ao comportamental das pessoas, e convido você a também voltar um pouco da sua atenção a isto, pra ver que coisa mais impressionante, tamanho a incoerência e contradição:
Você vai encontrar, por exemplo, religiosos não católicos, que dizem amar a Jesus, mas manifestam verdadeiro ódio contra Maria, exatamente aquela que foi a mãe do próprio Jesus, só por causa do excesso de amor que a igreja Católica têm por ela.
Eu me lembro de uma época, morando em Belém do Pará, quando escutei um líder religioso, que havia arrendado a antiga rádio Guajará daquela cidade, incitar o seu público ouvinte (deve ter feito o mesmo na sua igreja), a quebrar a imagem levada na procissão do Círio de Nazaré (a maior procissão do Brasil), sob a argumentação de que estavam obedecendo a Bíblia.
O insensato grupo havia, antes, mandado produzir cartazes “out doors” e espalhado pela cidade toda, atacando e provocando os católicos paraenses.
Agora imagine só, se o público desse irresponsável e inconseqüente religioso resolve aquiescer à sua proposta, a loucura que iria acontecer naquela cidade, cuja procissão é acompanhada por aproximadamente 2 milhões de pessoas, com um fervor impressionante. Iria ser uma carnificina gigantesca. Ainda bem que a sensatez do arcebispo de então, meu amigo Dom Vicente Zico, exerceu uma liderança que não permitiu revide aos “out doors” e a nenhuma provocação, limitando apenas a colocar a polícia de sobreaviso.
Como é que alguém, que diz amar a Jesus, pode manifestar esse tipo de sentimento em relação à própria mãe dele?
Ao mesmo tempo nós encontramos católicos, também, altamente radicais em relação a outros segmentos religiosos, manifestando verdadeiro ódio aos irmãos protestantes, como se fossem eles os bandidos que devem ser combatidos ou convencidos a entenderem a idéia Jesus.
Em razão do modismo que existe, de algumas igrejas supostamente evangélicas, que nada mais são do que iniciativas de mercenários, praticadas por elementos inescrupulosos, chegam a generalizarem, achando que todos os pastores evangélicos são também bandidos e praticantes da indústria da oferta, quando na realidade sabemos que existem muitas igrejas sérias, dignas e honestas, conduzidas por pastores do mais elevado nível moral. Toda generalização é burra!
A outros que se acham no direito de quebrarem e destruírem locais de prática da religião Umbandista, como recentemente aconteceu no Rio de Janeiro, ferindo pessoas idosas e quase praticando mortes.
Que Jesus é esse, gente???????
Que coerência e bom senso podem ter aqueles que discriminam um seu semelhante porque esse acredita na reencarnação e não admite a idéia de que Jesus é Deus?
Estará defendendo quem, o próprio Jesus? Será que ele, lá no seu reino, vai ficar morrendo de raiva porque algumas pessoas aqui não o vêem como Deus? Será que ele é tão orgulhoso a ponto de fazer questão disto?
Só mesmo alguém que não têm idéia da dimensão espiritual de Jesus, para ter uma concepção tão maluca, como esta.
Gente, religiosos chegam ao ponto de praticarem mentiras por escrito, a fim de denegrir a imagem de outros, citando sobre outras crenças o que elas não são, vinculando com coisas que nada tem a ver, inclusive adulterando até mesmo livros considerados sagrados, para que eles fiquem conforme as suas conveniências.
Que nível de inteligência tem alguém, que discrimina um semelhante, que também é adepto de Jesus, que concorda com quase tudo, mas que apenas diverge em alguns pontos apenas?
É coerente o religioso que não entende aquela máxima que diz: “O que nos une é incomparavelmente maior que o que nos separa”.?
Quem quiser amar excessivamente a Maria, que ame; quem quiser acreditar em reencarnação, que acredite; que quiser crer na existência de satanás, que creia; quem quiser achar que Jesus é Deus, que ache, e quem quiser achar que não é, que ache também, quem quiser chamar Deus de Alá, que chame, e daí, qual é o problema???????
Essas pessoas não são bandidas, não são assassinas, não são pessoas más, não exploram os outros, não maltratam ninguém. Por que, então, vamos vê-las como inimigas?
Tanto mal na Terra que precisa ser combatido: Os índices de assassinatos, pelo aborto, cada vez maiores, assim como os de suicídios; a corrupção cada vez maior, roubos, assaltos, extorsões inclusive praticada pelos próprios governantes, como a indústria das multas e taxas, casos como o da Eloá, do menino João Hélio e tantos outros que poderiam ser evitados se os religiosos tivessem mais juízo, mais responsabilidade e enfocassem nos objetivos certos.
Agora fica essa maluquice insensata de quererem convencer e até converter pessoas que nada têm a ver com qualquer prática marginal?
É coisa de gente que não tem o que fazer.
Está na hora de repensarmos esta situação, pelo bom senso e pela coerência.


Abração a todos.

Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor
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